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Classe ações, pela primeira vez, alcança a maior captação anual da indústria de fundos

Ao todo, foram movimentados R$ 191,6 bilhões em 2019. Ações correspondem a 45% do total

indústria de fundos de investimento encerra o ano de 2019 com captação líquida de R$ 191,6 bilhões, mais que o dobro do registrado em 2018 (R$ 95,4 bilhões). De acordo com nosso Boletim de Fundos, o destaque ficou com os fundos de ações, que levantaram R$ 16,9 bilhões em dezembro e R$ 86,2 bilhões no ano, volume este que representa uma alta de 195% em relação a 2018. Apenas os fundos de ações tipo livre (aqueles que podem utilizar diversas estratégias de gestão), que contam com o maior patrimônio líquido da classe, foram responsáveis pela entrada de R$ 7,4 bilhões, em dezembro, e R$ 45,4 bilhões, em 2019.

+ Confira os dados completos no Boletim de Fundos

Os multimercados aparecem na sequência com o segundo melhor resultado no ano. Após registrarem entrada líquida de R$ 7,7 bilhões, em dezembro, acumularam captação líquida de R$ 66,8 bilhões, em 2019, uma alta de 37,3% em relação a 2018. Os tipos livre (podem adotar diversas estratégias de gestão) e investimento no exterior (aplicam mais de 40% em ativos estrangeiros) se destacaram, com entradas de R$ 3,9 bilhões e R$ 2,7 bilhões, no mês, respectivamente; e R$ 30,1 bilhões e R$ 25,7 bilhões, no ano, nesta ordem.

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“O cenário macroeconômico em 2019 favoreceu os resultados positivos na captação dos fundos de ações e multimercados. A busca dos investidores por produtos mais arriscados e por diversificação foi ótima para a indústria de investimentos como um todo, especialmente a de fundos. Com as novas condições da economia, grande parte dos brasileiros compreendeu que o tripé liquidez, segurança e rentabilidade não existe mais”, afirma Carlos André, nosso vice-presidente.

O movimento que impulsionou de forma positiva as captações em multimercados e ações impactou negativamente a classe renda fixa, sobretudo pela sua maior exposição a ativos indexados às taxas de juros de curto prazo. Em 2019, pelo segundo ano consecutivo, essa classe registrou saída líquida de R$ 69,3 bilhões, o pior resultado desde 2008 – somente em dezembro, foi registrado resgate líquido de R$ 70,3 bilhões.

Em relação às rentabilidades da indústria, os tipos que compõem a classe ações foram destaque, quase todos (nove entre os 12) renderam acima do Ibovespa (31,58%) no ano.  Os fundos small caps (ações de empresas com baixa capitalização no mercado) e valor/crescimento (investimento em empresas consideradas subavaliadas no mercado e com potencial de crescimento) apresentaram os maiores ganhos no ano anterior, 51,98% e 45,76%, respectivamente. Nos multimercados, os tipos long e short direcional (operações com posições compradas e vendidas) e livre encerram o ano com variação de 14,19% e 12,22%, respectivamente.   

 

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