• Empresas fiscalizadas.
  • Fale Conosco.
  • Imprensa.

Notícias

Comitê de Compliance discute manipulação de mercado e prevenção à lavagem de dinheiro

Ricardo Döllinger, presidente do fórum, comentou esses e outros temas em pauta

Ricardo_Dollinger.pngEvitar que os players do mercado manipulem ofertas de compra e venda na bolsa de valores é uma das preocupações do Comitê de Compliance. Observando regulações internacionais, o grupo busca reunir boas práticas que possam coibir essas atividades. “Dessa forma, os integrantes do comitê e os associados, de forma geral, podem atuar em suas casas de forma muito mais precisa”, explica Ricardo Döllinger, presidente do fórum. Em entrevista ao Informativo ANBIMA, ele explicitou alguns dos assuntos em pauta atualmente no grupo, como prevenção à lavagem de dinheiro, bitcoins e fintechs.

Portal ANBIMA: Em que ponto estão as discussões sobre prevenção à lavagem de dinheiro (PLD)?

Ricardo Döllinger: Constantemente discutimos as recomendações de órgãos internacionais sobre PLD e sobre combate ao financiamento do terrorismo, além de acompanharmos a atuação dos nossos reguladores. Como exemplo, temos a atualização da Instrução CVM 301, para a inclusão de uma abordagem baseada em risco que permitirá que cada instituição elabore seu programa de prevenção à lavagem de dinheiro customizado aos riscos identificados pelos seus processos de mapeamento de avaliação de riscos. Esse processo representa um grande avanço para atingirmos um mercado mais seguro e mais eficaz na gestão do risco de PLD. O comitê acompanhou de perto esse processo, ampliando nosso relacionamento com a CVM, e agora aguardamos a publicação da nova norma.

Informativo ANBIMA também traz entrevista e artigo do ex-presidente Robert van Dijk.

Portal ANBIMA: Como o comitê se posiciona frente às práticas de manipulação de mercado?

Ricardo Döllinger: Dentro do Comitê de Compliance, temos um Grupo de Trabalho de Surveillance, que discute como melhorar o desenvolvimento dessas atividades, levantando e elaborando material de estudo sobre as melhores práticas. O objetivo é reunir informações para que os integrantes do comitê e os associados, de forma geral, entendam as boas práticas e transfiram este conhecimento para suas instituições. Os reguladores ao redor do mundo estão focando em controles nas instituições financeiras para coibir, reportar e prevenir a manipulação de mercado. No grupo, observamos a atuação regulatória internacional para podermos antecipar esses movimentos no Brasil. A BSM (supervisão da B3), por exemplo, tem se atentado às corretoras e a CVM, às gestoras, em relação a práticas como spoofing e layering, que são formas de manipulação de compra e venda de ofertas na bolsa. Hoje, as casas já trabalham na implementação de processos de machine learning (quando os sistemas de computador identificam padrões nas análises e passam a atuar de forma automática) nas investigações de atividade suspeita, evitando o retrabalho para as áreas de compliance.

surveillance2.PNG

Portal ANBIMA: Que outras atividades estão em pauta atualmente?

Ricardo Döllinger: Há assuntos que permanecem no nosso radar, como os debates em torno de bitcoins e o avanço dessas tecnologias propiciado pelas fintechs. Fizemos, na última reunião do comitê, uma apresentação sobre algorithmic trading (algoritmos para execução de ordens e investimentos) e questões de governança e gestão de riscos. Os reguladores discutem qual o nosso papel frente a essas inteligências, quais as preocupações que devemos ter e que impacto elas podem trazer ao mercado. Mesmo algumas tecnologias mais comuns, como aplicativos de conversa, trazem questionamentos: em uma mesa de trading, por exemplo, como fica o monitoramento desses aplicativos, já que existe a obrigação de gravar todas as ligações feitas durante as negociações? São questões que envolvem compliance e sobre as quais nos debruçamos constantemente.

Notícias relacionadas

Não foram encontrados resultados para esta consulta.