Empresas captam valor recorde para janeiro no mercado de capitais
Ofertas totalizaram R$ 59,9 bilhões, com aumento de 30,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com os dados da AnbimaAs ofertas no mercado de capitais somaram R$ 59,9 bilhões em janeiro, o maior volume para o mês na série histórica da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), iniciada em 2012. O valor, puxado pela renda fixa, representa um aumento de 30,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
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As debêntures atingiram R$ 26,9 bilhões, 5,8% abaixo do patamar contabilizado em janeiro de 2025. A maior parte dos recursos captados foram destinados para investimentos em infraestrutura (41,4%) e gestão ordinária (28,2%). O prazo médio dos papéis alcançou 7,3 anos.
Já as notas comerciais, criadas para facilitar o acesso ao mercado de capitais com ofertas menos burocráticas, chegaram ao volume recorde para janeiro de R$ 6,4 bilhões, mais do que quadruplicando o valor contabilizado no mesmo mês do ano passado, com um crescimento de 329,0%.
Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que também são considerados uma porta de entrada, também registraram um patamar inédito para janeiro: R$ 7,0 bilhões. O montante é quase o dobro –alta de 98,6%-- do registrado no mesmo período de 2025.
“É interessante notar o desempenho neste início de ano desses instrumentos –notas comerciais e FIDCs-- que atendem também empresas de menor porte, evidenciando o leque de opções no mercado de capitais para atender as necessidades de financiamento das companhias de diversas características e portes”, afirma Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.
Ainda entre os instrumentos de securitização, os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) somaram R$ 3,2 bilhões e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), por sua vez, registraram R$ 908 milhões, com reduções de 21,3% e 60,1%, respectivamente, na comparação com janeiro do ano anterior.
No segmento de títulos híbridos, os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliários) atingiram R$ 4,8 bilhões, com aumento de 18,9% no confronto anual. Já os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) somaram R$ 955 milhões, com queda de 8,6% no mesmo comparativo.
Na renda variável, duas operações de follow-on totalizaram R$ 7,9 bilhões. No mesmo mês do ano passado, não houve ofertas.