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Fundos de ações superam multimercados e têm a maior captação líquida de 2019

Até novembro, os ingressos líquidos nesses produtos foram de R$ 67,6 bilhões, alta de 171,9% sobre 2018

 

Os fundos de ações superaram os multimercados e alcançaram a maior captação líquida da indústria neste ano: até novembro, foram R$ 67,5 bilhões, com avanço de 171,9% sobre o mesmo período do ano passado. Nos multimercados, os ingressos líquidos chegaram a R$ 57,4 bilhões, alta de 46,8% na mesma base de comparação, de acordo com o Boletim de Fundos de Investimento.

Somadas, as captações das duas categorias representam pouco mais da metade dos ingressos líquidos de toda a indústria neste ano, de R$ 228,1 bilhões. O montante total é três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (R$ 69,1 bilhões) e quase duas vezes maior do que a média dos últimos cinco anos (R$ 127,4 bilhões). “O resultado de 2019 já se aproxima do recorde de captação da indústria, em 2017 (R$ 245,7 bilhões). No cenário atual de juros baixos, a tendência é que os investidores diversifiquem cada vez mais suas carteiras e utilizem o trabalho dos gestores profissionais para otimizarem as alocações”, afirma Carlos André, nosso vice-presidente.

Além dos fundos de ações e multimercados, os de previdência também seguem em alta no ano: até novembro, as entradas líquidas nesses produtos alcançaram R$ 31,6 bilhões, com aumento de 62,4% sobre o mesmo intervalo de 2018. Na outra ponta, os fundos de renda fixa continuam apresentando resgates líquidos, ainda que em patamar menor do que no ano passado. A captação negativa foi de R$ 3,9 bilhões em 2019 contra R$ 13,5 bilhões até novembro de 2018.

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Em relação às rentabilidades acumuladas no ano, os fundos de ações também são destaque. Até novembro, os tipos Small Caps (formado por ações de empresas com baixa capitalização no mercado) e Livre (que não tem o compromisso de seguir uma estratégia específica) tiveram retornos médios de 35,5% e 28,9%, respectivamente, acima do desempenho do Ibovespa no período, que foi de 23,2%.

Entre os multimercados, destaque aos tipos Investimento no Exterior (que pode investir em ativos financeiros no exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido), com alta de 12,7% no ano, e Livre (que pode adotar diversos tipos de estratégia), com 10,1%. Na renda fixa, os tipos com prazos mais longos apresentam os melhores resultados: o Duração Alta Soberano (investe apenas em títulos públicos de longo prazo) chegou a 16,4% e o Duração Alta Grau de Investimento (que investe, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos federais ou papéis privados de baixo risco de crédito com prazos maiores) a 11,6%.

 

 

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