IDA-DI é o destaque da renda fixa em junho, com alta de 1,23%
Indicador das debêntures atreladas ao DI acumula rendimentos de 7,09% no ano, o maior do semestre entre nossos índicesO IDA-DI, que acompanha as debêntures indexadas à taxa DI, foi o principal destaque de junho entre nossos indicadores de renda fixa, com alta de 1,23% no mês. O desempenho é duas vezes maior que o alcançado pelo IDA (Índice de Debêntures Anbima), carteira geral de debêntures, que rendeu 0,61% no período. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a diferença também é expressiva: 7,09% do IDA-DI contra 4,40% do IDA geral.
"É o segundo mês consecutivo que observamos investidores com mais aversão ao risco e buscando proteção nas carteiras de prazos mais curtos. Mesmo com a recente queda do preço do petróleo no mercado internacional, ainda existem dúvidas sobre os cenários político-econômicos nacional e internacional, que podem se intensificar com a chegada do ciclo eleitoral no próximo semestre", explica Marcelo Cidade, nosso economista.
Papéis remunerados pela inflação têm meses desafiadores
Seguindo o movimento iniciado em maio, os títulos indexados ao IPCA fecharam o mês com rentabilidades mais baixas, tanto no setor privado quanto no público.
Entre as debêntures, o IDA-IPCA Ex-infraestrutura, que replica a carteira das debêntures sem incentivo fiscal, recuou 0,19% em junho, mas manteve alta de 5,45% no semestre. Já o IDA-IPCA Infraestrutura, referência das debêntures isentas, ficou próximo a zero (-0,06%), no entanto acumula avanço de 1,43% no ano.
Nos títulos públicos, o IMA-B 5, que reflete a carteira das NTN-Bs (títulos públicos indexados à inflação) com vencimento até cinco anos, registrou avanço de 0,22% no mês e acumula 6,48% no semestre. Já o IMA-B 5+ recuou 2,05% em junho e acumula 2,20% no ano, o menor retorno entre os índices de janeiro a junho de 2026.
Títulos públicos: o curto prazo puxou o desempenho
O desempenho de 0,51% do IMA, que representa todos os títulos que compõem a dívida pública, foi puxado pelos títulos de prazos mais curtos, que tiveram os maiores crescimentos do mês e do ano. No semestre, a variação do IMA é positiva em 5,83%.
O IRF-M 1, que reúne os prefixados com prazo de até um ano, foi o destaque de junho, com alta de 1,14% no mês e de 6,63% em 2026 até o momento. Já o IMA-S, que reflete a carteira das LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) com vencimento de apenas um dia, avançou 1,12% no mês e 6,95% no ano – o maior rendimento dos títulos públicos no semestre.
+ Confira todos os resultados dos índices no Boletim de Renda Fixa, que será publicado em breve no ANBIMA Data, plataforma gratuita de dados dos mercados financeiro e de capitais.