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Longevidade do brasileiro implica desafio econômico maior

Falta de planejamento financeiro durante a vida produtiva pode comprometer as futuras gerações

 

Hoje apenas 3% dos brasileiros aposentados conseguem se sustentar com recursos próprios, segundo estudo apresentado durante o Seminário Como Investir. O baixo percentual é consequência da falta de educação financeira. Um problema que pode comprometer as conquistas das próximas gerações.  “Estamos vivendo mais e isso implica desafio econômico maior para todos, não só para o governo”, disse Aquiles Mosca, da ANBIMA e do BNP Paribas. Ele foi um dos palestrantes do evento, que aconteceu no dia 25, após o encerramento do 10º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento.

De acordo com ele, é preciso despertar com urgência para a importância de cuidar bem da saúde financeira. Essa mudança de comportamento nunca é fácil, mas depende dela a real independência. Do contrário, sempre haverá dependência de alguém: seja do governo, do empregador ou dos filhos e da família  “A baixa taxa de poupança do brasileiro costuma ser justificada por ganhos insuficientes, mas a culpa não é da renda e sim do gasto.  Estamos vivendo mais e é preciso aprender a gerir bem as finanças durante a vida produtiva”, disse.

Martin Iglesias, da ANBIMA e do Itaú Unibanco, concorda com Mosca. Para ele, o primeiro passo para assumir o controle financeiro se dá com mudança de hábito.  “É preciso protagonismo”, disse. Assim, o primeiro gasto do mês deveria ser com a poupança. Só depois o custo de vida deve se adequar ao restante do orçamento.

A estratégia para criar um orçamento adequado foi destacada por Gustavo Cerbasi, especialista em inteligência financeira. Ele demonstrou a importância de se manter um planejamento em que as despesas possam variar. “Um orçamento fixo não me dá margem de manobra caso ocorra algum imprevisto”, disse.

E imprevistos acontecem. Para lidar com eles, a Monja Coen sugeriu a prática da respiração consciente. Uma dinâmica postural que ajuda na reflexão e na tomada de decisões. “Não é errado obter lucro, mas é preciso avaliar para quê eu obtenho e como eu vou investir o que ganhei”, afirmou.

   

 

 

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