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Mercado de capitais registra R$ 67,9 bilhões em ofertas em julho

Debêntures representam quase metade das captações do período; FIIs saltam 243,7% na comparação com julho de 2025

O mercado de capitais movimentou R$ 67,9 bilhões em julho, resultado 4% acima dos R$ 65,3 bilhões observados no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).  O resultado do mês foi sustentado principalmente pelas emissões de debêntures, pelas ofertas de FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) e follow-on de ações. De janeiro a julho, foram levantados R$ 429,8 bilhões em ofertas, volume 8,8% superior aos R$ 394,9 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

"O mês de julho reforçou o bom nível de atividade do mercado de capitais ao longo de 2026. Mesmo em um cenário externo ainda desafiador e com incertezas no ambiente doméstico, a renda fixa corporativa manteve participação dominante, mas houve espaço para um crescimento expressivo no volume de ofertas de FIIs e follow-on de açõs.", afirma Guilherme Maranhão, nosso presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.

As emissões de debêntures permaneceram como principal instrumento de captação, com R$ 33,1 bilhões em ofertas encerradas em julho. Apesar de o volume ficar abaixo dos R$ 46,4 bilhões observados no mesmo mês de 2025, o instrumento respondeu por 48,8% do volume captado no mês.

No segmento de títulos híbridos, os FIIs atingiram R$ 11,7 bilhões em ofertas encerradas, mais de três vezes o volume registrado em julho do ano passado, quando somaram R$ 3,4 bilhões. Os Fiagros (Fundos de Investimentos em Cadeias Agroindustriais) movimentaram R$ 145,3 milhões, acima dos R$ 54,2 milhões do mesmo período de 2025.

"Os FIIs têm se destacado e ganhado tração ao longo do ano. Assim como as pessoas físicas, fundos de investimento tem enxergado a categoria como uma boa opção de diversificação. Principalmente pelas suas características, que mantêm atratividade tanto para os investidores quanto para os emissores mesmo em um ambiente de juros elevados", explica Maranhão.

Na renda variável, os follow-ons movimentaram R$ 9,6 bilhões em julho, volume significativamente superior aos R$ 400 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. "A ausência de IPOs não significa falta de atividade na renda variável. O volume de follow-ons mostra que as companhias continuam encontrando janelas para captar recursos e que o mercado permanece receptivo a operações de companhias já listadas", complementa Maranhão.

Com uma representação significativa no volume de captação no mês, os instrumentos de securitização mantiveram força em julho. As ofertas encerradas de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) somaram R$ 6,7 bilhões no mês, montante 16,7% maior que o valor registrado em julho de 2025.

Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) movimentaram R$ 1,8 bilhão em julho, enquanto os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) somaram R$ 776,8 milhões. Ambos registraram retração em relação a julho de 2025, de 48,9% no caso dos CRIs e de 66,7% nos CRAs.

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