Negociação de debêntures incentivadas no mercado secundário atinge recorde de R$ 179,4 bilhões
Valor é o maior já registrado no período de janeiro a maio na série históricaAs negociações de debêntures incentivadas no mercado secundário totalizaram R$ 43,4 bilhões em maio, com aumento de 40,3% no confronto com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O montante levou o acumulado de 2026 a R$ 179,4 bilhões, o maior valor já registrado para os cinco primeiros meses do ano na série histórica e com crescimento de 32,7% em relação a igual intervalo em 2025.
“O aumento expressivo nas negociações no secundário é um sinal claro do avanço estrutural do mercado de capitais brasileiro”, afirma Erika Lacreta, gerente executiva de Mercado de Capitais na Anbima. “Um ambiente mais dinâmico amplia a liquidez dos ativos, melhora a formação de preços e fortalece o ciclo de financiamento de projetos de infraestrutura”, completa.
Confira todos os resultados no Boletim de Debêntures Incentivadas e de Infraestrutura
No mercado primário, o volume de ofertas desses papéis com benefício fiscal atingiu R$ 58,9 bilhões entre janeiro e maio, com queda de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Considerando apenas maio, as empresas captaram R$ 6,5 bilhões, com redução de 26,9% ante igual intervalo de 2025.
O setor de energia elétrica respondeu pela maior fatia das captações no ano (54,0%), com transporte e logística (11,2%) e saneamento (10,7%) aparecendo em seguida.
O prazo médio de vencimento dos papéis chegou a 11,9 anos, bem acima dos 5,4 anos observados nas debêntures corporativas (sem benefício fiscal) no mesmo período.
Entre os subscritores, os fundos de investimento aparecem com uma participação de 33,4% do total, o que corresponde a R$ 19,6 bilhões contabilizados de janeiro a maio.
DEBÊNTURES COM E SEM BENEFÍCIO FISCAL
As ofertas de debêntures (com e sem benefício fiscal) atingiram R$ 146,3 bilhões entre janeiro e maio, apresentando um recuo de 5,9% frente ao mesmo intervalo de 2025.
Já no mercado secundário, as negociações do instrumento totalizaram R$ 420,4 bilhões no ano, patamar inédito para esse período e com aumento de 25,1% nesse comparativo.
Confira todos os resultados no Boletim de Mercado de Capitais