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Nova 555 ajuda a simplificar e a modernizar a indústria de fundos

Palestrantes apontam caminhos para que o setor cresça sustentado no tripé transparência, segurança e educação financeira

As novidades regulatórias, com as instruções 555 e 554 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e também a nova classificação de fundos de investimentos, desenvolvida pela ANBIMA, devem colaborar para que a indústria retome o caminho do crescimento sustentado no tripé transparência, segurança e educação financeira. Em painel durante o 8º Congresso de Fundos de Investimentos, Carlos Massaru, vice-presidente da ANBIMA e diretor-presidente da BB DTVM, chamou a atenção para a importância da nova 555, que substitui a instrução 409.

“São dez anos de mudanças no mercado e já era o momento de atualizar a regulação. A 555 reforça a transparência e a segurança para a indústria e para os investidores, assim como a 554, que estabelece novos critérios para qualificar este investidor”, comentou Massaru, lembrando que é importante na nova regra o fato de o investidor ser classificado com base nos ativos financeiros disponíveis para investir e não no tíquete por produto. A 554 substitui a 539 e divide os investidores em três grupos: investidores profissionais, qualificados e os demais investidores.

Os investidores profissionais são aqueles com investimentos financeiros em valor superior a R$ 10 milhões, e os qualificados precisam de pelo menos R$ 1 milhão. “Também é importante para o setor a criação do fundo simples, que será a porta de entrada para quem quer investir no segmento”, lembrou Massaru.

A modernização e a simplificação da indústria de fundos, com a nova 555, foram destacadas por Luciane Ribeiro, vice-presidente da ANBIMA e CEO do Santander Asset Management. “É uma indústria com características complexas, regulada, com muita documentação exigida, termo de adesão, suitability, enfim, bastante complexa. As mudanças trazidas pela 555 ajudam a simplificar os processos sem perdermos a segurança”, comentou Luciana.

Gustavo Murgel, do Banco Itaú-Unibanco, fez coro. “O gol é a simplicidade, mas não podemos perder de vista que é um mercado complexo e que exige cuidado por parte dos gestores e dos bancos. Precisa usar bem o suitability para ofertar o produto certo”, afirmou.

Questionado pela plateia se a desregulamentação da indústria não aceleraria o seu crescimento, Murgel ressaltou que é preciso sofisticar o mercado, ganhar espaço, mas com segurança. Ele apontou o fato de os fundos serem um investimento condominial como determinante para a segurança. “Os fundos, agora, terão mais espaço para investir no exterior com a 555. Também mudamos a classificação de fundos, o que ajuda a educar o investidor. Estamos avançando com segurança”, disse, afirmando que os novos 38 tipos de fundos são mais adequados nesta tarefa de educação.

Entre as novidades da regulamentação está a criação de um fundo que poderá aplicar 100% dos recursos no exterior. Além disso, a nova categoria terá de manter, pelo menos, 67% dos recursos no exterior e será liberado para investidores qualificados.

Massaru lembrou que, embora, a nova classificação de fundos adote o conceito de duration, não é fácil explicá-lo ao investidor. “Mas é importante, porque o conceito transmite melhor as ideias de risco e de liquidez. É uma forma de educar este investidor para que ele entenda, por exemplo, que a cota pode sim ficar negativa em um dia sem maiores problemas”, comentou Massaru, lembrando que a tendência é que um investidor mais educado financeiramente aprenda a segregar recursos para investimento, consumo, curto e longo prazos.

Também foi destaque nas apresentações a busca por maior isonomia entre as alternativas de investimento. “A ANBIMA tem pleitos no sentido de garantir esta isonomia. A concorrência com as LCIs é muito difícil e precisamos resolver isso no curto prazo”, defendeu Luciane.

A cobertura completa do Congresso de Fundos pode ser acompanhada pelo http://blog.congressoanbimadefundos.com.br/¿

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