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Projeto-piloto de tokenização tem inscrições abertas para fase de testes

Instituições associadas e não associadas podem se candidatar até 13 de março

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Abrimos as inscrições para a fase de testes do nosso projeto-piloto de tokenização, iniciativa que marca um avanço estratégico na modernização da infraestrutura do mercado de capitais brasileiro. A partir de hoje, as instituições interessadas podem enviar propostas para testar, em ambiente simulado e supervisionado, todas as etapas do ciclo de vida de debêntures e fundos de investimento nativamente emitidos na rede DLT (tecnologia de registros distribuídos) privada e permissionada do projeto-piloto.  

As inscrições estão abertas até 13 de março para instituições associadas e não associadas, e o resultado será divulgado no início de abril. Serão selecionadas até 20 propostas. 

+ Veja como enviar a sua proposta  

Eric Altafim, nosso diretor, destaca que a Anbima, como associação que representa o mercado de capitais e atua para apoiar sua evolução, vê na tokenização um vetor central de transformação tecnológica. Segundo o executivo, a iniciativa busca gerar aprendizados concretos sobre eficiência, automação e redução de custos operacionais, além de aprimorar o fluxo de informações no ciclo de vida dos ativos. “Nossa visão é ambiciosa, mas construída passo a passo, com base em resultados reais. O piloto precisa ser simples e com foco em provar valor. Antes de antecipar decisões complexas, vamos gerar evidências concretas, reduzir riscos e aprender com a prática.”  

A seleção das instituições participantes considerará a aderência aos requisitos técnicos do projeto-piloto e a capacidade de contribuir com visões complementares para o desenvolvimento da infraestrutura. “Criamos espaços para que a indústria e o ecossistema de inovação possam convergir ideias e testar soluções de maneira estruturada. O projeto-piloto reforça o papel da associação como articuladora de soluções estruturantes e como referência de inovação no mercado de capitais”, complementa Altafim. 

Ambiente seguro, simulado e colaborativo 

Os testes serão realizados em um ambiente totalmente simulado, sem movimentação financeira real. Emissões, liquidações, posições e transações ocorrerão com valores fictícios e finalidade exclusivamente experimental.  

A opção pelo ambiente controlado permitirá testar a tecnologia de forma segura, promovendo o aprendizado coletivo e a construção de evidências para orientar decisões futuras sobre governança, padronização e viabilidade operacional de modelos tokenizados. 

Casos de uso 

No piloto, as debêntures serão emitidas e geridas na própria rede DLT, representadas por tokens nativos, o que permitirá testar automação, rastreabilidade e identificação de tokens e de emissores desde a origem. 

Já no caso de fundos, os testes envolverão produtos operados integralmente por contratos inteligentes (smart contracts), indo além da simples tokenização de cotas. Dessa forma, será possível habilitar operações fim‑a‑fim em ambiente digital, com governança e controles incorporados. 

O projeto também avaliará a integração entre debêntures e fundos de investimento emitidos na infraestrutura da rede DLT, simulando o funcionamento conjunto do mercado — emissão, investimento e movimentação — em um fluxo totalmente digital e com requisitos técnicos e regulatórios embutidos. 

Altafim explica que as debêntures e os fundos de investimento foram escolhidos para essa fase por serem altamente representativos na indústria brasileira — em 2025, a captação de debêntures bateu recorde e chegou a R$ 492,8 bilhões, enquanto a indústria de fundos brasileira atingiu patrimônio líquido de R$ 10,8 trilhões. 

+ Envie a sua proposta e participe do projeto-piloto 

Testes e próximos passos 

Após o anúncio no início de abril das propostas selecionadas, as instituições realizarão testes na rede DLT durante seis meses, com reportes recorrentes ao comitê técnico e de negócios responsável pelo projeto. Também haverá uma etapa de capacitação para as casas que participarem da fase de testes, além de uma Jornada de Tokenização, com eventos abertos a todo o mercado.  

O ciclo de testes termina em outubro. Os resultados serão analisados e divulgados posteriormente. A partir dos aprendizados, avaliaremos a abertura de um novo ciclo de testes em conjunto com o mercado — possivelmente com novos ativos — ou a adoção de outros caminhos para dar continuidade à evolução tecnológica do setor. 

Governança 
A iniciativa é liderada pela Rede ANBIMA de Inovação, um grupo plural criado para conectar o mercado financeiro à comunidade de inovação. A governança do projeto foi estruturada para garantir transparência, participação ampla e equilíbrio entre as partes envolvidas. Além do comitê técnico e de negócios (instituições associadas), ela é composta por outros três níveis: um grupo de trabalho formado por especialistas que acompanharão a execução do projeto; um comitê gestor, a instância máxima de decisões, composto pela diretoria da associação; e um comitê de acompanhamento, que reunirá Anbima, Banco Central e CVM com foco no diálogo institucional.  

Saiba mais sobre o projeto 
+ Veja perguntas e respostas frequentes sobre o projeto-piloto de tokenização
+ Confira a íntegra do evento online de lançamento do projeto-piloto, realizado em 24 de outubro
+ Baixe o material com todas as informações do projeto-piloto de tokenização
 

 ANBIMA em Ação 
O projeto-piloto de tokenização faz parte da agenda de continuidade do ANBIMA Em Ação, o conjunto das principais iniciativas da associação para este e o próximo ano. Esse planejamento estratégico foi elaborado a partir de uma ampla consulta aos nossos associados, novos players, reguladores e lideranças da ANBIMA que resultou em uma agenda apoiada em três pilares: representatividade, inteligência de dados e redução do custo de observância. Além das iniciativas sob estes três pilares indicados na consulta, o ANBIMA em Ação 2026 inclui temas que já estão em andamento, seja porque são estratégicos para o mercado ou para o futuro da Associação: sustentabilidade, investimento internacional, finanças digitais, inteligência artificial e educação. Confira cada uma aqui.   

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