Região Norte lidera crescimento dos investimentos de pessoas físicas no 1º semestre, com alta de 10%
Em número absoluto, o Sudeste teve o maior aumento, adicionando R$ 317,4 bilhões ao volume da região no períodoNo 1º semestre de 2026, a região Norte teve o maior crescimento dos investimentos das pessoas físicas no Brasil, com alta de 10%, segundo nossos dados. O volume total na região chegou a R$ 171,7 bilhões. Em seguida vem o Centro-Oeste (+9,5%, com R$ 493,1 bilhões), o Nordeste (+8,9%, com R$ 861,5 bilhões) e o Sul (+6,8%, com R$ 1,55 trilhão). Todas essas regiões cresceram acima da média nacional, de 6,4%.
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O Sudeste subiu 5,5%, variação abaixo da média, mas foi a região com o maior acréscimo em número absoluto: o volume de investimentos aumentou em R$ 317,4 bilhões no semestre e chegou a R$ 6 trilhões. Como as demais regiões cresceram mais, a participação do Sudeste no volume nacional caiu ligeiramente, passando de 66,8% para 66,3%. As outras quatro ganharam espaço, ainda que pequeno: o Sul passou de 16,9% para 17%, o Nordeste de 9,2% para 9,4%, o Centro-Oeste de 5,2% para 5,4% e o Norte de 1,8% para 1,9%.
"Apesar de parte dessa alta das regiões exceto Sudeste ser efeito-base, já que os volumes nessas regiões são menores, ela também reflete a expansão da oferta de produtos, que hoje chega com mais facilidade a investidores fora dos grandes centros", avalia Luiz Henrique Carvalho, gerente de Representação de Distribuição da Anbima.
Private cresce mais no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste
O varejo alta renda ganhou participação em todas as regiões. No Sul e no Sudeste, foi o segmento que mais cresceu, com altas de 8,7% e 7,1% no volume e aumento de 0,5 e 0,6 p.p. (ponto percentual) de participação, respectivamente. No Centro-Oeste e no Nordeste, o volume subiu 10,1% e 9,4%, respectivamente, e a participação avançou 0,2 p.p. em cada uma. O maior avanço, porém, foi no Norte: alta de 12,8% e 0,8 p.p. a mais de participação.
Já o private ganhou espaço no Norte (+14,1% em volume e +0,5 p.p. de participação), no Centro-Oeste (+13,9% e +0,7 p.p.) e no Nordeste (+12% e +0,5 p.p.). No Sul e no Sudeste, o volume do segmento cresceu 5% e 4,3%, mas a participação recuou 0,5 e 0,4 p.p, respectivamente. Ainda assim, o Sudeste segue como a região onde o private tem mais peso, com 33,6% do volume.

Fundos estruturados se destacam no Sul e títulos isentos, no Norte
Entre os produtos, CDBs (Certificados de Depósito Bancário), fundos de renda fixa, previdência e títulos públicos ficaram entre os cinco que mais cresceram em todas as regiões. Os CDBs lideraram em quatro delas, com o maior avanço noSul (+R$ 28,7 bilhões). No Sudeste, o primeiro lugar ficou com os fundos de renda fixa (+R$ 73,1 bilhões), mas o CDB, mesmo em quarto, cresceu R$ 56,1 bilhões, quase o dobro da alta do Sul. A previdência ficou em segundo ou terceiro lugar em todo o país, e os títulos públicos, em terceiro no Sudeste e em quarto nas demais regiões. Segundo Carvalho, os juros elevados ajudam a explicar por que títulos públicos e fundos de renda fixa aparecem entre os destaques em todas as regiões. Já a previdência tem uma demanda mais constante, por ser um produto de longo prazo e com aportes recorrentes.
Além desse grupo, que se repete em todo o país, alguns produtos entraram no top 5 só em regiões específicas. Os fundos estruturados aparecem no Sul (+19,1%), com alta de R$ 6 bilhões, e no Sudeste (+21,5%), com R$ 36,8 bilhões - em ambas as regiões o número foi impulsionado pelo aumento dos investimentos em FIIs (Fundo de Investimento Imobiliário). Lembrando que esse grupo reúne FII, FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) e FIP (Fundo de Investimento em Participações).

O Centro-Oeste foi a única região com ações entre os cinco produtos que mais cresceram, com alta de R$ 4,7 bilhões. Já os títulos isentos aparecem no top 5 apenas no Norte, onde subiram 5,9%, ou R$ 1,2 bilhão, com destaque para LCI (Letra de Crédito Imobiliário). Além desse papel, a categoria inclui CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), LIG (Letra Imobiliária Garantida) e debêntures incentivadas.
“Os destaques regionais acompanham movimentos que aconteceram no mercado como um todo. No Sul e no Sudeste, os fundos imobiliários avançaram num semestre de ofertas recordes desses fundos. No Norte, os isentos seguiram a LCI, que praticamente sustentou o crescimento da categoria”, explica Carvalho.
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