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Renovamos o mandato no conselho da IIFA durante conferência em Toronto

Garantimos novo mandato no conselho da IIFA enquanto representantes participam de debates globais sobre IA, aconselhamento ao investidor e poupança de longo prazo

WhatsApp Image 2026-10-08 at 11.50.07.jpegGarantimos mais um mandato no conselho de administração da IIFA (International Investment Funds Association), reforçando nossa atuação nas discussões globais sobre o desenvolvimento da indústria de fundos de investimento.

A renovação ocorreu durante a Conferência Anual da IIFA 2026, realizada em Toronto entre os dias 5 e 7 de outubro, que reuniu associações do setor de fundos, reguladores e representantes do mercado financeiro de diversas partes do mundo. A Associação é representada no conselho pelo CEO José Carlos Doherty.

A Anbima também contribuiu diretamente para a programação do evento. Doherty participou de um debate sobre maneiras de direcionar mais recursos da poupança das famílias para investimentos de longo prazo, enquanto Ana Flávia Lopes, gerente de representação internacional, integrou um painel sobre como a tecnologia vem transformando a atividade de aconselhamento ao investidor.

A agenda do encontro abordou algumas das principais forças que estão remodelando a gestão de recursos no mundo, incluindo inteligência artificial, proteção ao investidor, educação financeira, inovação em produtos de investimento, blockchain e tokenização, ativos digitais, cooperação regulatória e competição por capital.

Como levar mais poupança para investimentos de longo prazo

Doherty participou do painel “Mobilizing Retail Savings into Investments”, que discutiu formas de direcionar uma parcela maior da poupança das famílias para investimentos produtivos de longo prazo.

O debate explorou como políticas públicas, desenho de produtos e modelos de distribuição podem incentivar os investimentos, preservando critérios de adequação, transparência e confiança.

“O Brasil tem uma enorme oportunidade de trazer mais pessoas para o mercado de investimentos. Temos uma população de cerca de 160 milhões de adultos, mas apenas 60 milhões investem em produtos financeiros. Os outros 100 milhões ainda concentram seus recursos principalmente em dinheiro ou na caderneta de poupança. O desafio é oferecer soluções que façam sentido para essas pessoas e incentivem esse próximo passo”, afirmou Doherty.

“Também precisamos falar a linguagem dos investidores. Muitos brasileiros pensam no curto prazo, então falar apenas sobre aposentadoria pode não ser o mais eficaz. Ajudar alguém a investir para comprar um carro daqui a alguns anos, por exemplo, pode ser um ponto de partida muito mais relevante”, acrescentou.

O painel também analisou o papel dos fundos de investimento e de outros instrumentos do mercado na construção de patrimônio de longo prazo pelas famílias e na canalização de mais recursos para a atividade econômica.

IA transforma a jornada de investimento

Ana Flávia Lopes participou do painel “The Changing Face of Advice”, que discutiu como modelos digitais e híbridos estão transformando a maneira como os investidores buscam informações e tomam decisões financeiras.

A discussão destacou o papel crescente da inteligência artificial como fonte de informação sobre investimentos e as implicações dessa tendência para assessores, reguladores e para a proteção dos investidores.

No Brasil, 9% dos investidores já utilizam assistentes de IA para obter informações sobre investimentos, enquanto os canais digitais assumem papel cada vez mais relevante ao longo de toda a jornada do investidor. Ao mesmo tempo, a expansão das fontes online levanta questionamentos sobre a confiabilidade das informações e sobre a capacidade de os investidores distinguirem aconselhamento regulado de outros tipos de conteúdo financeiro.

“A IA está mudando o ponto de partida da conversa sobre investimentos. Cada vez mais, os investidores chegam após pesquisar na internet, usar redes sociais ou consultar ferramentas de IA. O desafio é garantir que a tecnologia amplie o acesso sem comprometer a confiança”, afirmou Lopes.

“A educação financeira torna-se ainda mais importante nesse ambiente, tanto para os investidores quanto para os profissionais que interagem com eles.”

O debate mostrou que essa transformação vai muito além do Brasil. Representantes da França e de Singapura destacaram o crescente uso da IA antes mesmo da busca por informações junto a assessores tradicionais, reforçando a necessidade de fortalecer a educação financeira à medida que a tecnologia passa a integrar as decisões financeiras.

Fraudes e canais confiáveis

A questão das fraudes foi outro tema central do debate. No Brasil, golpes por phishing e links falsos continuam sendo uma preocupação significativa, especialmente porque os canais digitais podem tornar ofertas fraudulentas cada vez mais convincentes.

Incorporamos o tema às suas iniciativas de proteção ao investidor, incluindo testes internos de phishing. Também já realizamos, em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma ação educativa que simulava o site de uma corretora fraudulenta para ajudar investidores a reconhecer sinais de golpes online.

“A tecnologia veio para ficar, então a resposta não pode ser simplesmente dizer aos investidores para não utilizarem ferramentas digitais”, afirmou Lopes. “Precisamos ajudá-los a identificar fontes confiáveis, questionar o que veem e compreender os riscos. O phishing é uma preocupação importante porque links e identidades fraudulentas podem parecer muito convincentes.”

O representante da Alemanha no painel também apontou links e identidades falsas entre os principais padrões de fraude observados naquele mercado.

Em diferentes jurisdições, a discussão destacou um desafio comum: à medida que a tecnologia facilita o acesso às informações sobre investimentos, educação financeira e critérios claros para identificar participantes confiáveis do mercado tornam-se ainda mais importantes.

Uma agenda global para a gestão de recursos

A conferência em Toronto refletiu a amplitude dos desafios enfrentados atualmente pela indústria global de fundos.

As sessões discutiram fatores econômicos e geopolíticos que afetam os mercados internacionais e a disputa por capital global, além da rápida evolução dos produtos de investimento e dos modelos de distribuição.

A inovação também foi um tema central. Os debates abordaram a expansão dos mercados privados e dos ETFs, novas estruturas de investimento e os impactos da tecnologia blockchain sobre a infraestrutura dos mercados financeiros. Houve ainda sessões dedicadas ao crescimento das stablecoins, dos ativos reais tokenizados e às mudanças regulatórias associadas à adoção de ativos digitais.

A programação também tratou da cooperação regulatória internacional, proteção ao investidor e educação financeira, além de tendências mais amplas que vêm transformando a indústria de gestão de recursos, como o aumento das expectativas dos clientes, a pressão sobre taxas e a busca por soluções de investimento mais integradas e personalizadas.

A permanência da Anbima no conselho da IIFA e sua participação na conferência fazem parte da estratégia internacional da Associação de contribuir com a experiência brasileira nos debates globais e, ao mesmo tempo, trazer perspectivas internacionais para as discussões sobre o desenvolvimento dos mercados financeiro e de capitais do país.

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