Rio Innovation Week: implementação, escala e governança marcam debates sobre o uso da tecnologia no mercado de capitais
No palco Anbima, especialistas discutiram inteligência artificial, tokenização, cibersegurança e qualificação profissional, destacando os desafios da transformação digital no mercado financeiro.
Pelo segundo ano consecutivo, participamos do Rio Innovation Week com um palco exclusivo dedicado aos desafios e oportunidades da inovação no mercado de capitais.
Ao longo da programação, que reuniu especialistas, executivos e representantes do setor, uma mensagem apareceu de forma recorrente: a inovação entra em uma nova fase, marcada pela implementação, pela escalabilidade e pela importância da governança.
Temas como inteligência artificial, tokenização, qualificação profissional e cibersegurança mostraram que o mercado já superou a fase das grandes promessas.
“O que acompanhamos ao longo dos debates foi um mercado cada vez mais preparado para discutir implementação. As conversas estão mais maduras e focadas em temas como escala, integração, governança e desenvolvimento de profissionais capazes de liderar essa transformação”, afirmou Marcelo Billi, nosso superintendente de Inovação, Sustentabilidade e Educação.
Um dos sinais desse amadurecimento apareceu nas discussões sobre inteligência artificial. Durante o evento, apresentamos uma prévia da nossa nova pesquisa de inteligência artificial realizada em parceria com o Datafolha e a MatchIT, que será divulgada na íntegra no próximo mês. O levantamento entre 177 instituições financeiras, mostrou que 92% delas já utilizam IA de alguma forma, enquanto as demais estão se preparando para adotar a tecnologia.
Os debates indicaram que o foco atual do mercado está na integração da IA aos processos das instituições, na geração de ganhos de eficiência e na criação de aplicações com impacto real nos negócios. Ao mesmo tempo, qualidade dos dados, governança e capacitação das equipes apareceram como fatores indispensáveis para que as iniciativas avancem de forma consistente.
A busca por escala também esteve presente nas conversas sobre tokenização. Após os primeiros testes e provas de conceito, o mercado volta suas atenções para desafios como interoperabilidade, integração entre infraestruturas e ampliação de casos de uso. A percepção compartilhada foi que a tecnologia vem ganhando maturidade e que os próximos avanços dependerão cada vez mais da colaboração entre diferentes participantes do ecossistema.
Outro tema recorrente foi o papel das pessoas nessa transformação. Embora novas tecnologias estejam redesenhando processos e modelos de negócio, os debates reforçaram que competências humanas continuam sendo decisivas. Criatividade, colaboração, capacidade de adaptação e aprendizado contínuo apareceram entre as habilidades mais valorizadas para os próximos anos.
A confiança também surgiu como um elemento essencial para sustentar essa evolução tecnológica. As discussões sobre cibersegurança evidenciaram que a digitalização amplia oportunidades, mas também exige atenção permanente aos riscos. Nesse contexto, tecnologia, processos e conscientização precisam avançar juntos para fortalecer a resiliência das instituições diante de ameaças cada vez mais sofisticadas.
Os debates do Palco Anbima apontaram para uma mesma direção. Seja na inteligência artificial, na tokenização, na formação de profissionais ou na segurança digital, a próxima etapa da transformação do mercado financeiro será definida pela capacidade de conectar inovação, governança e pessoas para gerar impacto em escala.
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