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Trinta e um por cento das mulheres brasileiras já investem, aponta Raio X do Investidor Brasileiro

Levantamento revela que das mulheres que já investem, 40% priorizam ganhos imediatos e liquidez total, mesmo que isso resulte em rentabilidades menores

De acordo com dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), realizado em parceria com o Datafolha, 31% das mulheres brasileiras já são investidoras. Esse dado mostra que ainda há espaço para o público feminino avançar quando o assunto é finanças, tendo em vista que entre os homens esse percentual sobe para 41%.  


O levantamento aponta também que há uma lacuna de educação financeira entre os dois públicos. Enquanto 69% das mulheres ainda não utiliza ou desconhece aplicações financeiras, entre os homens este número cai para 53%. 


Outro dado revelado pelo estudo é que o produto mais utilizado pelas mulheres é a caderneta de poupança, citada por 69% das investidoras. Na sequência, vêm os títulos privados, com 16% e os fundos de investimentos (10%). Entre os homens investidores, a poupança também ocupa o topo do ranking, mas com percentual bem menor (54%). 


“O principal entrave para a migração das mulheres rumo a ativos mais dinâmicos e com possibilidade de rentabilidade maior é a ‘urgência pelo presente’”, explica Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima. “De acordo com nosso estudo, 40% das investidoras priorizam ganhos imediatos e liquidez total, mesmo que isso resulte em rentabilidades menores“.  


Apesar dos obstáculos que ainda limitam sua participação no mercado financeiro, as mulheres que investem demonstram objetivos bem definidos para o retorno de seus recursos. A compra de imóveis aparece no topo das prioridades, citada por 32% delas. Em seguida vem a decisão de manter o dinheiro aplicado (20%), o interesse por viagens (13%) e o investimento em educação (6%), indicando uma combinação de segurança patrimonial e desenvolvimento pessoal. 


Entre os homens investidores, o cenário inicial se repete: 32% também miram a aquisição de um imóvel, e 23% preferem manter o valor aplicado. Mas as curvas se separam quando o assunto é planejamento de longo prazo. A reserva para a velhice e a aposentadoria é mencionada por 13% deles — percentual significativamente maior que o das mulheres, que registram 8%. 


Neste ano, a pesquisa indica que 37% das entrevistadas pretendem investir ao longo de 2026. Esse grupo é formado majoritariamente por mulheres que já são investidoras e desejam continuar aplicando (24%). Somam-se a elas 12% que ainda não investem, mas planejam ingressar no mercado financeiro em breve, e uma pequena parcela de 1% que, embora hoje invista em outros tipos de bens, pretende migrar para produtos financeiros. 


“As mulheres precisam de instrumentos que permitam construir um futuro com segurança, bem-estar e proteção social. O mercado de capitais pode desempenhar esse papel ao ampliar o acesso a investimentos que fortalecem a autonomia financeira”, diz Billi. “O dinheiro empodera a mulher até para ela conseguir dizer não a situações em que se sentir vulnerável ou sob ameaça.” 

Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro 
A 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro retrata a população com 16 anos ou mais, o que equivale a mais de 168 milhões de pessoas, sendo 48% homens e 51% mulheres economicamente ativas, com uma média de idade de 44 anos. O estudo ouviu 5.832 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 4 e 21 de novembro de 2025. A versão completa do levantamento será apresentada em breve pela Anbima. 
No recorte de gênero, a pesquisa destaca que 61% do público feminino já possuem algum tipo de renda, com uma média de idade de 44 anos. Entre as mulheres que já investem, a maior concentração está na classe C, que responde por 50%, enquanto as classes D/E somam 15% e as A/B representam 34%. 

 
 

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