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Volume de captações das companhias brasileiras cresce 139% no primeiro trimestre de 2017

Resultado é o maior para o período desde 2014

As companhias brasileiras captaram no primeiro trimestre deste ano volume 139% maior do que no mesmo período de 2016, somando R$ 52,2 bilhões. Dados do Boletim ANBIMA de Mercado de Capitais de março apontam recuperação e indicam que o volume de ofertas é o maior para o período desde 2014.

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No trimestre, as captações externas foram responsáveis por quase R$ 31,6 bilhões do total, influenciadas pela valorização do dólar. Destaque também à retomada das ofertas com ações, que chegaram a R$ 8 bilhões, com crescimento de 150,7% na comparação ao ano passado.

“A representatividade do mercado externo no período se deve ao maior apetite dos investidores estrangeiros por ativos de países emergentes e pela janela de oportunidade que se abriu com a redução das métricas de risco Brasil”, afirma José Eduardo Laloni, nosso diretor. Em março, o Tesouro liderou as ofertas, emitindo US$ 1 bilhão em bonds, seguido por Marfrig, Suzano e Globo Comunicações e Participações, que acessaram o mercado internacional com títulos de dívida com volumes de US$ 750 milhões, US$ 300 milhões e US$ 200 milhões, respectivamente.

No mercado doméstico não foram registradas ofertas de ações, entretanto o total de R$ 8 bilhões acumulado em janeiro e fevereiro de 2017 corresponde a 74,5% do montante captado com ações em todo o ano de 2016. “O cenário atual de queda de juros influenciou este resultado, o melhor dos últimos sete anos, o que reforça as expectativas de que as operações do mercado de capitais sejam retomadas durante o ano”, completa Laloni.

O segmento de renda fixa somou R$ 2,5 bilhões em emissões em março, liderado pelas ofertas de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), que movimentaram R$ 1,2 bilhão no mês. Esses papéis apresentaram a maior participação entre os produtos de securitização, com 46,3% do volume do primeiro trimestre do ano. As captações com títulos de dívida e instrumentos de securitização chegam a R$ 12,6 bilhões nos primeiros três meses de 2017, montante próximo aos R$ 13,2 bilhões captados no mesmo período de 2016. Destaque entre os ativos no trimestre, as captações com debêntures levantaram R$ 8 bilhões, sendo que, deste valor, R$ 633 milhões foram em debêntures incentivadas de infraestrutura.

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