ANBIMA modifica classificação dos Fundos de Renda Fixa
A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) criou o tipo “Renda Fixa Índices”, encerrou os tipos “Referenciado Outros” e “Curto Prazo – Aplicação Automática” e ajustou a nomenclatura do tipo “Renda Fixa Médio e Alto Risco”. As mudanças serão válidas a partir de 1º de dezembro.
O novo tipo “Renda Fixa Índices” passará a conter fundos dos atuais tipos “Renda Fixa”, “Renda Fixa Médio e Alto Risco” e todos os fundos do tipo “Referenciado Outros”, que foi encerrado. Devem migrar para o novo tipo, os fundos que se propõem a seguir ou superar algum Índice de Preços ou de Taxa de Juros, tais como o IMA (Índice de Mercado ANBIMA) e seus subíndices.
O tipo “Renda Fixa Médio e Alto Risco” passa a se chamar “Renda Fixa Crédito Livre”. Ficam nesse tipo, todos os fundos cuja política de investimento permite manter mais de 20% da sua carteira em títulos de crédito de médio e alto risco, incluindo as estratégias cujo risco de juros ou de índice de preços do mercado doméstico esteja embutido, e que não migraram para a categoria “Renda Fixa Índices”.
As mudanças implicaram ainda na extinção do tipo “Curto Prazo – Aplicação Automática”, que teve todos os seus fundos transferidos para a categoria “Curto Prazo”. Os fundos “Curto Prazo ‐ Aplicação Automática” continuam sendo identificados na Base de Dados da Associação e seguem sendo regulados e supervisionados normalmente.
O tipo “Referenciado DI” permanece inalterado. Com relação ao tipo “Renda Fixa”, a única diferença foi a saída dos fundos que migraram para “Renda Fixa Índices”.
As alterações tiveram como objetivo aprimorar a adequação dos produtos a cada uma das categorias de fundos. Propostas pelo Subcomitê de Base de Dados, a nova classificação foi aprovada pelos Comitês de Fundos de Ações, Multimercados e Renda Fixa, e pelo Conselho de Regulação e Melhores Práticas de Fundos de Investimento.
A ANBIMA revisa constantemente a classificação dos fundos de forma a adequá ‐ la à evolução do mercado. Vale lembrar que as mudanças não serão aplicadas aos dados retroativos. Assim, a leitura das informações e principalmente a comparação com meses e anos anteriores deve levar em conta essa migração entre as categorias.