<iframesrc=" ns.html?id="GTM-MZDVZ6&quot;" height="0" width="0" style="display:none;visibility:hidden"> ANBIMA prevê queda da Selic para 6,75% – ANBIMA

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ANBIMA prevê queda da Selic para 6,75%

O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) aposta em uma queda de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que termina amanhã, dia 7. De acordo com os economistas do grupo, a taxa de juros permanecerá em 6,75% ao longo de 2018. Até então, a previsão era de que ocorresse nova elevação para 7% no fim deste ano.

"Com os resultados de inflação abaixo do esperado – e cenário favorável para a manutenção em um patamar baixo – o Banco Central  ganhará espaço para postergar o aumento da taxa de juros para 2019, apesar dos sinais de retomada mais consistentes da atividade", explica Fernando Honorato, vice-presidente do comitê da ANBIMA.

Atividade econômica
De acordo com o comitê, o ambiente atual está favorável para a recuperação da economia. Entre os fatores mais relevantes, o grupo ressalta a melhora das condições financeiras no país, a liquidez internacional – com os juros externos ainda baixos –, e a trajetória positiva dos indicadores recentes de aumento da produção industrial e de redução do desemprego.

Parte dos economistas, entretanto, avalia que o crescimento estará concentrado no primeiro trimestre deste ano, já que as incertezas globais ou políticas poderão desacelerar o nível de atividade. A previsão de crescimento do PIB para 2018 manteve-se praticamente estável, passando de 2,8% para 2,9% em relação à última reunião do comitê.

Política fiscal
Apesar das incertezas com relação à aprovação da reforma previdenciária, houve uma melhora na percepção de curto prazo por conta do resultado do déficit primário do governo, situado abaixo da meta prevista. Além disso, é esperada uma melhor performance das receitas, não apenas em função da recuperação do PIB, como também de recursos provenientes da privatização da Eletrobrás e de leilões do petróleo.

Cenário externo
Os economistas destacam a melhora dos indicadores nos Estados Unidos, sobretudo aqueles relacionados à atividade econômica e ao mercado de trabalho. Desta forma, a possibilidade de que a inflação possa chegar na meta de 2%, junto com o comunicado do FED reconhecendo a melhora do quadro econômico, mudou as apostas de parte dos analistas quanto à elevação dos juros norte-americanos, passando a previsão de três para quatro aumentos neste ano. O comitê ressaltou que os desdobramentos do quadro político no Brasil serão relevantes para a percepção do investidor externo quanto às perspectivas da economia brasileira, o que trará impactos para a trajetória do risco país e da taxa de câmbio.

O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA é composto por 25 economistas de instituições associadas. Eles se reúnem a cada 45 dias em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.

Confira o relatório completo aqui.