ANBIMA prevê queda dos juros a partir de outubro, inflação acima de 7,0% e PIB negativo para 2016
ANBIMA prevê queda dos juros a partir de outubro, inflação acima de 7,0% e PIB negativo para 2016
São Paulo, 30 de agosto de 2016 – A taxa básica de juros, a Selic, deve se manter estável até outubro, com redução gradual dos atuais 14,25% para 13,50% até o final de dezembro, segundo projeção divulgada hoje pelo Comacro (Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA). A expectativa para 2016 é que a inflação registre variação de 7,20% e o PIB fique negativo em -3,10%.
O comitê, que se reúne a cada 45 dias, é formado por 25 economistas de instituições associadas que analisam as variáveis macroeconômicas e traçam projeções para o ano atual e para o próximo.
De acordo com o relatório macroeconômico, que consolida o debate do grupo, “o clima de incerteza decorreu da piora do risco inflacionário no curto prazo, além das dificuldades no âmbito político para o encaminhamento das reformas fiscais, que são condicionantes relevantes para a condução da política monetária”.
Para parte dos economistas, aumentaram as possibilidades do Banco Central manter estável a meta para a taxa Selic deste ano, postergando o processo de redução dos juros para 2017.
Inflação
Na comparação com a reunião anterior, em julho, os economistas mantiveram praticamente estável a expectativa da inflação, de 7,19% para 7,20%. A maior parte deles prevê que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) se mantenha no intervalo entre 7,0% e 7,5%. Para o próximo ano, o comitê revisou a mediana de 5,29% para 5%, indicando uma melhora das expectativas para a inflação no médio e longo prazo.
Dólar
A estimativa do dólar para o final de 2016 ficou em R$ 3,30 contra R$ 3,45 da reunião anterior, o que corresponde a uma valorização do Real de 15,49% para este ano. A maioria das estimativas dos economistas (47%) concentrou-se no intervalo entre R$ 3,00 e R$ 3,30.
PIB
O comitê reduziu a expectativa de contração do PIB para este ano, com a mediana passando de 3,20% para 3,10%, e elevou a previsão de crescimento para 2017, de 1,10% para 1,46%. “Os analistas atentaram que os indicativos de recuperação da economia brasileira devem-se à melhora das expectativas dos agentes em relação às perspectivas futuras do cenário econômico”, informa o relatório.
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