<iframesrc=" ns.html?id="GTM-MZDVZ6&quot;" height="0" width="0" style="display:none;visibility:hidden"> Captações das empresas brasileiras crescem 11% e chegam a R$ 239,2 bi em 2014 – ANBIMA

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Captações das empresas brasileiras crescem 11% e chegam a R$ 239,2 bi em 2014

As captações das empresas brasileiras cresceram 11% em 2014, atingindo R$ 239,2 bilhões, segundo o boletim de Mercado de Capitais, divulgado hoje pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O resultado foi puxado pelas emissões de títulos de renda fixa no mercado externo, no total de R$ 102,1 bilhões, valor 27,7% superior aos R$ 79,9 bilhões registrados em 2013. Desse total, R$ 13,6 bilhões correspondem a operações realizadas pela Petrobras no primeiro semestre. 

As empresas brasileiras captaram no mercado doméstico R$ 137,1 bilhões em operações, sendo quase a totalidade em renda fixa. O valor foi relativamente estável, somente 1,1% superior ao resultado de 2013, quando R$ 135,6 bilhões foram captados pelas empresas. Na renda variável, R$ 15,4 bilhões foram captados nas duas únicas operações do ano, o menor número desde 2002.

“O ritmo reduzido em nossos mercados estão diretamente relacionados ao cenário de incerteza econômica que vivemos durante o ano. De um lado, eventos como a Copa do Mundo e as eleições afetaram a confiança das empresas em emitir e dos investidores em comprar papéis. Por outro, a alta da taxa de juros e a desaceleração do mercado imobiliário também reduziram as oportunidades para captação,” analisa Carolina Lacerda, diretora da ANBIMA. 

Renda Fixa

As debêntures foram os papéis mais usados para captação de recursos em 2014. Foram R$ 70,6 bilhões captados em 255 emissões durante todo o ano, representando cerca de 58% do total de emissões de renda fixa no mercado doméstico.

Os prazos dos títulos, no entanto, foram reduzidos, tendo passado de 5,8 anos em 2013 para 5,3 anos em 2014. Segundo Carolina Lacerda, a diminuição já era esperada pelo mercado. “É comum que em cenário de taxa de juros muito alta as corporações optem por captar em prazos mais curtos, com a visão de que voltem a captar em prazos mais longos em um futuro com um cenário menos volátil”, comentou a diretora.

Durante o ano de 2014, as debêntures emitidas tiveram um prazo médio de 5,3. Em 2013, o prazo médio das debêntures foi de 5,8 anos. “Também podemos observar essa preferência por emissões de prazo mais curto pelo aumento do volume captado por meio de notas promissórias,” explica Carolina. Durante o ano, as companhias captaram R$ 30,5 bilhões com esses papéis, representando 25,1% do total das emissões de renda fixa no mercado doméstico. O volume de debêntures de infraestrutura chegou a R$ 4,3 bi, 29,5% inferior ao montante emitido em 2013 (R$ 6,1 bilhões). 

Renda Variável

Durante todo o ano, apenas duas companhias brasileiras acessaram o mercado por meio de emissão de ações. O IPO da Ouro Fino, em outubro, e o follow on da Oi, em abril, foram as únicas operações do ano e captaram R$ 15,4 bilhões.

Segundo Carolina, espera-se que 2015 tenha uma movimentação maior no mercado de capitais, tanto pelo cenário mais tranquilo projetado para o ano, quanto pela entrada em vigor de medidas do governo para fomentar as captações.

“Algumas empresas já estão prontas para emitir papéis desde o segundo semestre do ano passado, mas decidiram esperar por um momento mais calmo para a emissão. A expectativa é que elas aproveitem as primeiras janelas do ano e abram caminho para novas ofertas,” avalia Carolina.

“Algumas medidas tomadas pelo governo, como a inclusão de ações entre os ativos que podem ser emitidos por um processo simplificado e os incentivos para pequenas e médias empresas acessarem o mercado de capitais, ambas apoiadas pela ANBIMA, também devem ajudar a movimentar o mercado e retomar o confiança das companhias,” conclui a diretora.