<iframesrc=" ns.html?id="GTM-MZDVZ6&quot;" height="0" width="0" style="display:none;visibility:hidden"> Congresso de Fundos: Brasil tem chance de redesenhar seu mercado de investimento – ANBIMA

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Congresso de Fundos: Brasil tem chance de redesenhar seu mercado de investimento

O maior apetite do investidor por diversificação, impulsionado pelo nível mais baixo da taxa de juros, cria uma oportunidade para o Brasil redesenhar o seu mercado de investimentos. Quem garante é a presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), Denise Pauli Pavarina, que participou da abertura do 7º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, que ocorre hoje e amanhã, em São Paulo.

Diante deste ambiente desafiador, os gestores de fundos de investimento terão de obter retornos adequados com carteiras mais sofisticadas, de prazos mais longos, risco maior e volatilidade mais elevada. Segundo ela, o País vive hoje condições que não podiam ser imaginadas há dez anos e o papel dos gestores nunca esteve tão em evidência. “É um novo mundo”, afirmou.

A baixa exposição dos fundos brasileiros à renda variável, que hoje é de 10%, é algo que deve mudar nos próximos anos, se aproximando do padrão internacional de 40%. “Precisamos ajudar os investidores a assumirem riscos de forma saudável”, disse.

Apesar de ser desafiador, o cenário atual confere um papel estratégico ao mercado de capitais, que será fundamental para o financiamento de longo prazo que o País tanto precisa. Para explorar este potencial, a presidente da entidade acredita que é necessário continuar a investir na autorregulação do setor e no diálogo entre entidades chave para o desenvolvimento da indústria de fundos, como a ANBIMA, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (BC), além da educação do investidor.

Na última década, o mercado brasileiro passou por grandes transformações. Denise lembra que, em 2001, ano da realização do primeiro congresso da ANBIMA, a indústria brasileira de fundos de investimento apresentava um patrimônio de R$ 297 bilhões e era a 14ª maior do mundo. Hoje, o Brasil está na sexta posição no ranking mundial, com um patrimônio de R$ 2,3 trilhões.

A evolução do setor também trouxe o desenvolvimento do código de fundos, a melhor precificação de produtos e a certificação de profissionais do mercado. Do primeiro congresso até hoje, o número de códigos de autorregulação passou de um, em 2001, para 12 códigos, em 2013. O código de produtos de investimento no varejo acaba de ser lançado e uma nova versão do código de fundos, que inclui os fundos imobiliários, deve ser publicada em junho.

Em dez anos, foram emitidas 300 mil certificações de profissionais do mercado. Estes avanços já atraíram as atenções de outros países. “A história bem sucedida foi reconhecida pelos nossos pares internacionais que nos procuram para aprender conosco”, conta.

Segundo Leonardo P. Gomes Pereira, presidente da CVM, o segmento de fundos já representa mais de 50% do PIB brasileiro. “Para esse crescimento continuar, é necessário investir na atuação contínua entre reguladores e autorreguladores do mercado e na cooperação entre o BC, a CVM e a ANBIMA”, diz. “Um dos aspectos da solidez do mercado é o crescimento do patrimônio líquido dos fundos imobiliários, que ultrapassou 200% em dez anos.”

O Diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, destacou que a indústria de fundos de investimento tem pela frente o desafio de se adequar às mudanças estruturais que a economia brasileira viveu nos últimos anos, como queda dos juros, inflação mais baixa, fortalecimento do mercado de trabalho e crescimento da poupança. Segundo ele, é preciso buscar novos padrões na relação entre risco e retorno, aproximando o País das práticas internacionais.

Mendes citou como exemplo o alongamento dos passivos do setor bancário, com a emissão de letras financeiras com prazo igual ou maior a dois anos. “Agentes importantes que gravitam no sistema financeiro se adequaram às mudanças macroeconômicas, e os fundos de investimento têm o mesmo desafio”, afirmou. Debates sobre as melhores práticas no setor, padronização de procedimentos e programas educacionais são importantes neste processo e estão “na ordem do dia” da indústria de fundos, segundo ele.