<iframesrc=" ns.html?id="GTM-MZDVZ6&quot;" height="0" width="0" style="display:none;visibility:hidden"> Congresso de Fundos: Captação de fundos no Brasil vai superar desempenho global – ANBIMA

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Congresso de Fundos: Captação de fundos no Brasil vai superar desempenho global

A indústria de fundos no Brasil deve crescer mais do que o mercado global nos próximos cinco anos. A previsão é de um estudo apresentado hoje, durante o 7º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, que ocorre hoje e amanhã em São Paulo. A pesquisa, feita pela consultoria Casey Quirk &Associates LLC, especializada em gestoras de ativos, indica que, entre 2013 e 2017, haverá um salto de 32% da captação líquida, com a entrada de US$ 340 bilhões no sistema local. Enquanto isso, o mercado global deve ter uma retração de 1% no setor.

A queda dos juros, que corroeu a rentabilidade dos investimentos convencionais, e o crescimento dos fundos de previdência privada explicama tendência de desenvolvimento da indústria de fundos, segundo Daniel Celeghin, sócio da Casey Quirk & Associates LLC. Outra tendência detectada pela consultoria é a globalização do setor de fundos. “A globalização das carteiras finalmente vai ocorrer em decorrência dos juros baixos”, diz.

Metade das gestoras nacionais quer globalizar negócios vendendo fundos no exterior e 31% pretende desenvolver fundos internacionais para venda no Brasil. O estudo ouviu as 15 maiores firmas brasileiras. Na visão do especialista, as equipes que gerem investimentos no Brasil passarão por uma mudança de mentalidade, com maior foco no longo prazo. “A mentalidade não será diária, passará a ser medida em meses ou até anos”, afirma.

Para Robert van Dijk, vice-presidente da ANBIMA e diretor de Wealth Management do Banco Votorantim, o Brasil passa por um momento singular porque a indústria de fundos está tirando o foco dos produtos para atender as necessidades dos clientes. “Essa mudança acontece por conta de um maior conhecimento e educação do mercado”, diz. Prova disso é a maior aposta em previdência complementar, com alto potencial de crescimento no país. “Cerca de 25% da captação líquida da indústria de fundos, nos últimos cinco anos, vieram da área complementar.”

Segundo Pedro Bastos, diretor da ANBIMA e CEO do HSBC Asset Management para a América Latina, apesar de haver uma migração rápida no mercado para os fundos de longo prazo, ainda existe uma demanda reprimida para investimentos de maior retorno. “O HSBC realizou uma pesquisa global sobre previdência e descobriu que o brasileiro é o mais ‘descansado’ no segmento”, diz. “A impressão que dá é que, se ele não investir hoje, alguém o proverá no futuro.”

Celeghin, da Casey Quirk & Associates LLC, lembra que os governos dos Estados Unidos e da Austrália conseguiram um maior desenvolvimento dos ativos da previdência graças a incentivos tributários estabelecidos a partir dos anos 1970. O modelo australiano, por exemplo, usa 9% dos rendimentos da população do país para aplicar na previdência aberta. “Essa taxa deve subir, em breve, para 12%.”