<iframesrc=" ns.html?id="GTM-MZDVZ6&quot;" height="0" width="0" style="display:none;visibility:hidden"> Indústria de fundos anuncia agenda para 2013 – ANBIMA

Imprensa

Indústria de fundos anuncia agenda para 2013

O desempenho da indústria  de fundos em 2012 já reflete a reação dos investidores ao novo cenário econômico brasileiro, no qual devem prevalecer taxas de juros reais mais baixas e próximas às registradas nos demais países. A agenda de aprimoramentos da indústria para 2013, divulgada hoje pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), inclui expansão do escopo da autorregulação, sugestões de aprimoramentos no arcabouço regulatório e propostas de mudança na tributação dos fundos.

“A indústria já está preparada para atender a demanda dos investidores por produtos mais sofisticados. Temos gestores preparados e experientes, e um conjunto amplo de profissionais certificados e qualificados para auxiliar os investidores, além de fundos que atendem aos mais diversos perfis e necessidades”, afirma Robert van Dijk, vice-presidente da ANBIMA. "2013 será o ano em que todos, indústria e investidores, sentirão plenamente os efeitos da queda de juros, um cenário, aliás, que é muito positivo”.

A captação dos fundos em 2012 já mostra a busca dos investidores por produtos mais sofisticados e com perfil de longo prazo, com os fundos multimercado e os de previdência liderando em captação. A busca por diversificação, avalia Van Dijk, deve se consolidar ainda mais ao longo deste ano, o que também deve levar à sofisticação das carteiras, com aumento da participação de títulos privados no portfólio dos fundos.

Respondendo a essas tendências, os representantes da indústria já discutem propostas de aprimoramentos, como a definição de padrões mínimos para determinação das réguas de risco divulgadas nas lâminas dos fundos, aperfeiçoamentos das diretrizes de gestão de liquidez e do crédito privado e propostas para redução de custos de manutenção dos fundos. “Os esforços são no sentido de prover informações aos investidores que assegurem a comparabilidade dos produtos, e de aprimorar as práticas da indústria frente ao cenário de elevação da participação dos títulos privados nas carteiras”, diz Carlos Massaru, também vice-presidente da Associação.

Durante o ano, a aplicação do API (Análise do Perfil do Investidor, ou suitability), hoje raticada na distribuição de produtos mais arriscados, será estendido para todos os produtos de investimento.“2013 será um ano desafiador também para os investidores. Mais do que nunca, será importante que os investidores avaliem com cuidado seus objetivos e procurem os produtos que atendam às suas necessidades, que sejam diligentes, comparando e avaliando com cuidado as opções disponíveis. Nosso papel será oferecer todas as informações que o investidor precisa para tomar a decisão e, por meio da ANBIMA, fomentar os programas de educação financeira e de investidores”, diz Luiz Sorge, diretor da Associação.

Desempenho da indústria

As captações recordes da indústria de fundos nos últimos quatro anos contribuíram para que o PL (Patrimônio Líquido) dobrasse no período, passando de R$ 1,12 trilhão em 2008 para R$ 2,3 trilhões em 2012. O resultado permitiu que o Brasil consolidasse a 6ª posição no ranking mundial, com US$ 1,1 trilhão sob gestão, atrás de países como Estados Unidos, Luxemburgo, Austrália, França e Irlanda.

Na comparação com 2011, o PL cresceu 16%, passando de R$ 1,93 trilhão para R$ 2,3 trilhões. A captação foi a terceira maior da história da indústria, de R$ 97,6 bilhões, inferior apenas aos resultados de 2010 (R$ 113,3 bilhões) e 2011 (R$ 99,1 bilhões).

A captação líquida dos fundos Multimercados atingiu R$ 20,6 bilhões no período, concentrada no segmento Private Banking (cliente com capacidade de investimento de ao menos R$ 1 milhão), que registrou captação líquida positiva de R$ 21,5 bilhões. A categoria Previdência, no entanto, manteve a liderança na captação, com R$ 35 bilhões em 2012, enquanto os fundos de Renda Fixa captaram R$ 9,4 bilhões.

Rentabilidade

O tipo Renda Fixa Índices é o grande destaque da indústria de fundos no ano e em 24 meses, com rentabilidade de 21,71% e 39,71%, respectivamente. Os fundos da categoria Ações superaram a alta do Ibovespa e fecharam o ano com rentabilidade positiva: Ações Livre 19,29%), Ações Small Caps (20,56%) e Ações Sustentabilidade/Governança (19,45%).