Indústria de fundos retoma avanço na captação líquida e registra R$ 89,7 bilhões até novembro
A captação líquida da indústria de fundos de investimento atingiu R$ 89,7 bilhões até novembro de 2016, contra R$ 7 bilhões no mesmo período de 2015, com recuperação em relação aos últimos três anos. Ainda que em um cenário macroeconômico adverso, o patrimônio líquido dos fundos alcançou R$ 3,4 trilhões ao final de novembro, segundo balanço da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).
A categoria de renda fixa liderou as captações no período. O patrimônio líquido destes fundos cresceu e alcançou R$ 39,2 bilhões entre janeiro e novembro, seguidos pelos fundos de previdência, que registraram recorde histórico pelo segundo ano consecutivo, com captação líquida de R$ 38 bilhões no mesmo período. “O ambiente instável estimula a demanda por produtos conservadores. No caso da previdência, temos ainda as incertezas em relação à reforma do sistema público, o que intensifica a procura dos clientes pela previdência privada. Esta é uma tendência já observada em outros países, como México e Chile”, afirma Carlos Ambrósio, vice-presidente da ANBIMA. Os fundos multimercados reverteram o desempenho negativo do ano passado, quando foram resgatados R$ 28,8 milhões, e apresentaram captação de R$ 11,4 em onze meses de 2016.
Na divisão por perfil de investidores, considerando o patrimônio líquido, as entidades abertas de previdência complementar (EAPC) configuram a maior parcela da indústria de fundos, com 18%. O segmento de varejo representa 16% e, na sequência, com 15% de participação cada, estão os segmentos corporate, private e fundos de pensão.
Em termos de rentabilidade, os fundos de ações acompanharam a alta do Ibovespa e acumularam em onze meses de 2016 retornos de 39,85%, no tipo Ações Indexado, e 33,56% nos fundos de Ações Índice Ativo. Os fundos de renda fixa foram impulsionados pela alta taxa de juros, com destaque aos tipos Renda Fixa Duração Alta Grau de Investimento e Renda Fixa Duração Livre Grau de investimento, que renderam 14,47% e 13,01%, respectivamente. A performance dos fundos multimercados também foi positiva, com 16,88% para os Multimercados Macro, 13,46% para os Multimercados Juros e Moedas e 13,19% nos fundos Multimercados Dinâmico.
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