Indústria de fundos volta a captar e volume atinge R$ 33,1 bi no 1º semestre
São Paulo, 8 de junho de 2015 – A captação líquida da indústria de fundos de investimento voltou a registrar saldo positivo e fechou o primeiro semestre com volume de R$ 33,1 bilhões, puxado especialmente pelas categorias Previdência, Referenciado DI e Curto Prazo, com captação líquida de R$ 19,9 bilhões, 14,9 bilhões e R$ 8,8 bilhões, respectivamente. O resultado é superior ao mesmo período do ano passado, quando o ingresso líquido ficou em R$ 4,1 bilhões. Os dados foram divulgados hoje no boletim da ANBIMA de Fundos de Investimento.
“Diante a um cenário de juros altos e inflação, o investidor tem buscado proteção no curto prazo, com produtos conservadores de baixo risco. No entanto, a busca pela Previdência evidencia também uma maior conscientização dos investidores em garantir um futuro mais tranquilo. Isso é demonstrado pela captação de R$ 19,9 bilhões, a maior da categoria para o primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2002”, afirma Luciane Ribeiro, diretora da ANBIMA.
Os juros elevados, contudo, afastaram os investidores das aplicações de maior risco, o que levou as categorias Multimercados e Ações a registrarem resgates líquidos de R$ 10,6 bilhões e R$ 9,2 bilhões, respectivamente. Refletindo a alta de 16,81% acumulada pelo dólar no primeiro semestre de 2015, a maior rentabilidade da indústria no primeiro semestre foi registrada pelos fundos Cambiais.
Fundos Multimercados, como os tipos Macro e Multiestratégia, também obtiveram bons resultados ao apostar em investimentos no exterior, na alta do dólar ou em estratégias na renda fixa doméstica. Em função da recuperação das ações da Petrobras, que avançaram 26,85% (PETR4) no semestre, fundos de ações cujas carteiras são concentradas em papeis da companhia, como os tipos FMP-FGTS e Setoriais, também tiveram bom desempenho.
Com a taxa de juros em alta e a busca por produtos mais conservadores, mas com retornos elevados, as categorias Referenciado DI e Curto Prazo também apresentaram bom desempenho no semestre, com captação líquida de R$ 14,9 bilhões e R$ 8,8 bilhões, respectivamente.
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