Investimentos dos clientes de Private Banking crescem 11,8% e chegam a R$ 645,1 bilhões em 2014
Os investimentos dos clientes do segmento Private Banking cresceram 11,8% em 2014, na comparação com dezembro de 2013, chegando a R$ 645,1 bilhões. O segmento cresceu mais do que em 2013, quando registrou uma variação de 9,47% no patrimônio líquido. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
O destaque no ano foi o crescimento dos investimentos em renda fixa, em especial os ativos isentos de Imposto de Renda com lastro de crédito, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito Agrícola). Em 2011, as aplicações nestes produtos respondiam por 33,2% do total investido em títulos privados de renda fixa, mas em 2014 passaram a ser predominantes, respondendo por 67,1% do total. Com esse resultado, os isentos passaram a representar cerca de 20% do total da carteira de investimentos consolidada dos investidores de private banking, proporção que era de cerca 16% em 2013.
“As incertezas do cenário macroeconômico em 2014 e a alta volatilidade ocasionada com as eleições impulsionaram os investidores rumo a opções de investimentos mais conservadoras. Neste aspecto, as letras de crédito despontaram na preferência, por aliar baixo risco, alto retorno e isenção tributária”, afirma João Albino Winkelmann, presidente do Comitê de Private Banking da ANBIMA.
Os investimentos em previdência privada mantiveram o crescimento, tendo registrado variação de 27,8% no ano, passando de R$ 37,4 bilhões em dezembro de 2013 para R$ 47,8 bilhões em dezembro do ano passado.
“A preocupação dos nossos clientes com o planejamento sucessório mantém a previdência como um dos produtos mais atrativos do Private”, afirma Rogério Pessoa, coordenador do subcomitê de Base de Dados de Private Banking.
Fundos de Investimento
Os investimentos em fundos cresceram 5,8%, passando de R$ 273,4 bilhões, em dezembro de 2013, para R$ 289,3 bilhões, em dezembro de 2014. Assim como na renda fixa, o movimento conservador dos investidores pode ser visto pelo aumento de 18,1% dos recursos alocados na categoria Curto Prazo/Referenciado DI e pela redução dos recursos direcionados à categoria Ações.
Números de clientes e domicílio
O número de clientes (grupos econômicos) cresceu 6,2% em 2014, somando 57,7 mil, com patrimônio líquido médio de R$ 11,2 milhões. Apesar de São Paulo manter a liderança na distribuição, com 56,4% dos ativos alocados no Estado de São Paulo, a região Norte do país foi a que mais cresceu em 2014, com variação 24,9%, embora a participação continue em 0,5%.