PANORAMA: Captações do bimestre no Mercado de Capitais se concentram em dívida local
- O início de 2015 não tem se mostrado muito favorável às captações das companhias brasileiras. Assim como em janeiro, o volume de operações realizadas em fevereiro ficou abaixo da média de 2014, com emissões de apenas R$ 1 bilhão, concentradas integralmente no mercado de renda fixa local.
Com isso, fevereiro é o quarto mês consecutivo sem operações no segmento doméstico de renda variável, mercado que é bastante afetado pelas expectativas dos agentes quanto ao nível de atividade da economia. Duas operações com ações estão hoje em processo de análise pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM: a oferta da FPC Par Corretora de Seguros, com início em fevereiro, e da Azul, em análise desde dezembro de 2014. Esta última, contudo, encontra-se em status “interrompida” até 29 de maio, usando a prerrogativa do emissor prevista no Art. 10 da ICVM 4001.
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Renda Fixa: No mercado de renda fixa, a percepção de piora das expectativas de curto prazo se refletiu nos preços e na rentabilidade dos ativos. Em fevereiro, os resultados positivos dos índices de renda fixa não refletiram o ambiente de volatilidade que já vinha marcando o segmento. O IRF 1+ (prefixados acima de um ano) e IMA-B 5+ (indexados ao IPCA acima de cinco anos), índices de maior duration e mais sensíveis às variações das expectativas de mudança nos juros, registravam resultados negativos até 26/2 (-0,67% e -1,87%, respectivamente).
Fundos de Investimento: Diante da valorização dos mercados de renda fixa, renda variável e cambial, todos os tipos da indústria apresentaram rentabilidade positiva em fevereiro. Influenciados pela alta das ações da Petrobras, os tipos Ações FMP-FGTS e Ações Setoriais, cujas carteiras são concentradas nesses papéis, apresentaram as maiores rentabilidades da indústria no mês, 15,21% e 9,72%, respectivamente, recuperando parte das perdas ocorridas em janeiro. Já os demais tipos da categoria Ações não superaram a valorização do Ibovespa, ao que tudo indica em função da menor exposição a esses papeis relativamente ao Índice. Tal estratégia parece buscar reduzir a volatilidade das carteiras. Diante das novas quedas do Ibovespa e do valor das ações da Petrobras no início de março, os tipos Ações FMPFGTS e Ações Setoriais registraram os maiores recuos na indústria até 11/3, de 10,97% e 5,99%, respectivamente.
Leia a íntegra do Panorama ANBIMA de março disponível no portal: http://goo.gl/o0bFfy