Prazos médios das debêntures chega a 2,7 anos, o menor resultado desde 2010
São Paulo, 5 de fevereiro de 2016 – O prazo médio das debêntures chegou a 2,7 anos em janeiro, no menor resultado registrado desde 2010, segundo o Boletim de Mercado de Capitais divulgado hoje pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais). A oferta de valores mobiliários por companhias brasileiras em janeiro de 2016 ficou concentrada no segmento doméstico de renda fixa e de títulos de securitização, com volume bem abaixo da média dos últimos cinco anos.
No mês, as captações com títulos de dívida foram de apenas R$ 2,8 bilhões, comparadas à média de R$ 5,6 bilhões observada entre os meses de janeiro de 2011 a 2015. “A redução dos prazos é uma tendência observada pelas companhias em períodos de incerteza. As ofertas atreladas à taxa DI também demonstram que há uma desconfiança do mercado em relação a taxa Selic”, afirma Carolina Lacerda, diretora da ANBIMA.
Entre as ofertas, destacaram-se as debêntures, com quatro operações que alcançaram R$ 2,5 bilhões. A emissão de maior volume foi da Companhia de Participações em Concessões, de R$ 1,25 bilhão, seguida de duas empresas do setor de energia: São Manoel, que captou R$ 532 milhões, e a Neoenergia, com R$ 400 milhões. A Qualicorp Corretora de Seguros também realizou uma emissão de R$ 311 milhões de debêntures.
Todas as ofertas de debêntures em janeiro foram atreladas à taxa DI, sendo 62,6% do volume expresso em DI + spread e os restantes 37,4% em percentual do DI. Quanto à destinação de recursos, do total emitido em debêntures, 67,9% foi utilizado para a recompra ou resgate de emissões anteriores e 32,1% foi direcionado para capital de giro.
Perspectivas
A despeito da continuidade do ritmo lento de operações, observado em todo o ano de 2015, o número de ofertas em análise na ANBIMA e na CVM sinaliza uma melhora de cenário. Permanecem na fila de operações (não interrompidas) duas ofertas de ações e duas ofertas de debêntures. A Concessionária do Sistema Anhanguera – Bandeirantes pretende captar R$ 930 milhões com debêntures e há a previsão de uma oferta da Santander Leasing, com volume de R$ 20 bilhões. Entre os produtos estruturados, estão em análise 16 ofertas de CRIs, que somam R$ 2,2 bilhões, e duas ofertas de FIDCs, com volume de R$ 225 milhões.
Foi realizada apenas uma oferta de nota promissória em janeiro, de R$ 210 milhões, da Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora – Rio, assim como apenas uma operação de CRI, da RB Capital Companhia de Securitização, com volume de R$ 110,5 milhões. Embora tenham sido realizadas quatro emissões de FIDCs, os volumes não foram expressivos e somaram apenas R$ 24 milhões. Todas as operações do período foram distribuídas com esforços restritos ou foram dispensadas de registro pela CVM.
O baixo dinamismo das captações ainda reflete o cenário econômico adverso que marcou todo o ano de 2015. As ofertas de ações estão suspensas desde outubro de 2015 e as captações internacionais, desde junho de 2015.
APP ANBIMA
Os dados diários da indústria de fundos e os índices da Associação estão disponíveis gratuitamente no aplicativo ANBIMA. A ferramenta reúne dados de patrimônio e captação líquida dos fundos divididos por categoria e por tipo; e traz a rentabilidade de todos os tipos no mês anterior, no dia e no ano. O app também gera gráficos de patrimônio líquido, de captação e de rentabilidade dos fundos e dos índices, considerando períodos de 12, 24 ou 36 meses. Para os índices, são exibidos os últimos resultados dos indicadores da Associação: o IMA (Índice de Mercado ANBIMA), que reflete a performance da carteira de títulos públicos; o IDA (Índice de Debêntures ANBIMA), que retrata o segmento de dívida corporativa no Brasil; o IDkA (Índice de Duração Constante ANBIMA), que mede o comportamento de carteiras sintéticas de títulos públicos com prazo constante; e o IHFA, que avalia o desempenho dos fundos multimercados com gestão mais ativa. Faça o download gratuitamente na Apple Store: https://goo.gl/g7U8xk ou no Google Play: https://goo.gl/61OrP6
SOBRE A ANBIMA
A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa as instituições que atuam nos mercados financeiro e de capitais brasileiros. Faz parte do quadro associativo um número heterogêneo de membros que atuam em diversos segmentos. Dentre os mais de 280 associados figuram bancos comerciais e múltiplos, de investimento, gestores e administradores de fundos, corretoras e distribuidoras de valores mobiliários e gestores de patrimônio.
Com o objetivo de contribuir para o fortalecimento das instituições e do mercado, a Associação organizou sua atuação em torno de quatro compromissos: representar os interesses dos associados, autorregular as atividades dos mercados representados, contribuir para a qualificação dos investidores e profissionais e prover informações sobre os segmentos representados.
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