Renda Fixa local concentra captações do primeiro bimestre
O primeiro bimestre de 2015 foi marcado pela concentração das captações das companhias brasileiras em títulos domésticos de renda fixa. Assim como em janeiro, não foram realizadas ofertas com ações ou captações no mercado internacional no mês. Com isso, fevereiro é o quarto mês consecutivo sem operações no segmento local de renda variável, e o terceiro mês sem emissões externas. A desaceleração na captação de recursos, reflexo da piora das expectativas dos agentes em relação aos indicadores domésticos – como crescimento e nível de taxas de juros – também tem impactado o volume das ofertas domésticas com títulos de dívida. Em fevereiro, os dados consolidados até o momento apontam para um volume mensal de R$ 1 bilhão, muito abaixo da média de 2014, que chegou a R$ 10,6 bilhões por mês.
Foram realizadas apenas três ofertas de debêntures, que somaram R$ 851 milhões, seguidas de duas captações com notas promissórias, no montante de R$ 93 milhões, e uma emissão de CRI, de R$ 90 milhões. Destacou-se no período a oferta de debêntures da MRS Logística, que movimentou R$ 551 milhões e foi a única oferta registrada via ICVM 400. Ainda no mercado doméstico, encontram-se em processo de análise duas ofertas de ações e três de debêntures, estas últimas com volume total de R$ 1,7 bilhão, além de uma operação com FIDCs, de R$ 525 milhões. Já no mercado internacional, a elevação da percepção de risco país por parte dos investidores estrangeiros, e as questões relacionadas à divulgação do balanço da Petrobras, que usualmente é a responsável pela abertura das operações externas, justificam a ausência de ofertas. No mesmo período de 2014, as emissões internacionais já chegavam a US$ 7,5 bilhões.