Rentabilidade dos fundos de ações é destaque da indústria em abril
São Paulo, 08 de maio de 2015 – A indústria brasileira de fundos de investimento registrou rentabilidades positivas em quase todos os seus tipos no mês de abril. Os fundos de ações foram destaque, com desempenhos que chegaram a 38,24%, segundo dados divulgados hoje pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Em abril, a captação líquida da indústria chegou a R$ 9,4 bilhões, acumulando saldo de R$ 10,9 bilhões em 2015 e um patrimônio de R$ 2,8 trilhões.
As maiores rentabilidades de abril foram de fundos dos tipos Ações FMP-FGTS (38,24%), Ações Setoriais (14,29%), Ações IBrX Ativo (7,47%) e Ações Sustentabilidade/Governança (6,45%). O desempenho permitiu que a rentabilidade acumulada nos últimos 12 meses chegasse a 7,2% entre os fundos Ações IBrX Ativo e a 7,8% nos fundos Ações Livre. Os fundos de Ações Small Caps foram os únicos com desempenho negativo no período, de -4,3%, apesar da alta de 2,01% em abril. “Os movimentos recentes de aplicações e resgates mostram que o investidor continua no ‘modo curto prazo’, devido principalmente a dois fatores: a aversão ao risco trazida pelo aumento da volatilidade e o ciclo de aperto monetário que, até o momento, elevou a taxa de juro acima do patamar de 13%,” explica Luiz Sorge, diretor da ANBIMA.
“Porém, a rentabilidade dos fundos mostrou que, mesmo neste cenário, podem se apresentar oportunidades em classes consideradas de maior risco, como é o caso de ações”. Apesar do bom desempenho, a categoria Ações registrou resgate líquido de R$ 2,3 bilhões, assim como as categorias Multimercados (R$ 4 bilhões) e Renda Fixa (R$ 2,4 bilhões). As captações positivas nas categorias referenciado DI (R$ 6,4 bilhões), curto prazo (R$ 3,6 bilhões), FIDC (R$ 3,4 bilhões) e previdência (R$ 3,1 bilhões) permitiram, no entanto, que a indústria fechasse o mês com saldo positivo de R$ 10,9 bilhões.
“Apesar dos fundos, principalmente os setoriais, terem se beneficiado de valorizações importantes de poucos papéis, o investidor qualificado e com visão de médio e longo prazo deveria manter uma carteira diversificada de investimentos, objetivando capturar os miniciclos que ocorrem dentro dos ciclos de mercado”, explica Sorge.
No ano até abril, a captação líquida é de R$ 10,9 bilhões, influenciada pelo ingresso de recursos em fundos de categorias que apresentam perfis mais conservadores. Juntos, os fundos de curto prazo e referenciado DI apresentaram uma captação de R$ 25 bilhões nos quatro primeiros meses do ano. Os fundos Multimercados e Ações, por outro lado, registram resultado negativo em R$ 20,9 bilhões e R$ 7,3 bilhões, respectivamente.
SOBRE A ANBIMA
A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) representa as instituições que atuam nos mercados financeiro e de capitais brasileiros. Seu quadro associativo é composto por membros que atuam em diversos segmentos. Dentre os mais de 290 associados figuram bancos comerciais e múltiplos, de investimento, corretoras e distribuidoras de valores mobiliários, gestores e administradores de carteiras e gestores de patrimônio.
Com o objetivo de contribuir para o fortalecimento das instituições e do mercado, a Associação organizou sua atuação em torno de quatro compromissos: representar os interesses dos associados, autorregular as atividades dos mercados representados, contribuir para a qualificação dos investidores e profissionais e prover informações sobre os segmentos representados.
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