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2025#26 COP30: o que muda para o mercado de capitais?
Regulação Internacional

2025

#26 COP30: o que muda para o mercado de capitais?

Direto da Anbima: associação mobiliza debates na COP30 com foco no papel do mercado de capitais no financiamento climático

Fotografia de seis pessoas, sendo os cinco primeiros homens, e a última uma mulher.

Da esquerda para a direita: Cacá Takahashi (diretor da Anbima e coordenador da Rede ANBIMA de Sustentabilidade), Luiz Pires (gerente de Sustentabilidade e Inovação), Marcelo Billi (superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação), Zeca Doherty, Carlos André e Fernanda Camargo (respectivamente, diretor-executivo, presidente e diretora da Anbima).

Fotografia de Carlos André, homem branco, de cabelo grisalho escuro, usando óculos de grau e aro preto, e. camisa social azul clara. Está olhando para a câmera e fala diante de um púlpito.A participação da Anbima na COP 30 mobilizou debates com foco no papel do mercado de capitais no financiamento climático. A atuação se expandiu por diversos espaços da COP: blue zone, ou zona azul, área restrita onde ocorreram as negociações oficiais; green zone, ou zona verde, espaço para debates abertos ao público; e eventos paralelos, realizados por toda a cidade de Belém.

Em conjunto com a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a associação correalizou o Fórum de Finanças Sustentáveis, na Casa do Seguro, para discutir como mobilizar recursos em escala para a transição climática. O encontro ressaltou que o desafio não está na falta de capital, mas em estruturar mecanismos confiáveis de avaliação de risco e retorno. “Mercado de capitais, bancos e seguradoras têm papel decisivo para mobilizar capital em escala, precificar riscos e impulsionar cadeias produtivas sustentáveis”, afirmou Carlos André (foto), presidente da associação.

Ainda na Casa do Seguro, durante o debate “Colaboração e transição sustentável”, a Anbima destacou que a maturidade da agenda brasileira foi um dos legados da COP30. Segundo Cacá Takahashi (foto), diretor da Anbima, "A COP no Brasil mostrou que temos uma agenda de sustentabilidade sólida, construída com a atuação conjunta do setor público, que vem cumprindo seu papel ao criar iniciativas estratégicas, e do setor privado, cada vez mais engajado e contribuindo para incluir a sociedade civil nesse diálogo”. 

Fotografia de Cacá Takahashi, um homem amarelo, de cabelos pretos, vestindo camiseta polo amarela clara e calça cinza escuro. Está sentado e sorri, falando com um microfone bastão.

No World Climate Summit & The Investment COP, evento da World Climate Foundation em correalização com a Anbima, Carlos André destacou que o fortalecimento da regulação, da autorregulação e da educação financeira é fundamental para transformar compromissos em capital real de transição.

Fotografia de Zeca Doherty, homem branco, com poucos cabelos, vestindo camisa social branca. Está de pé, atrás de um púlpito, falando ao microfone. Atrás dele, uma tela exibe o texto

No mesmo encontro, Zeca Doherty destacou o potencial do mercado local para absorver o financiamento climático mundial. “O mercado de capitais brasileiro demonstra força e resiliência, sustentado pelo crescimento recente e pela evolução do arcabouço legal na última década. Hoje, é o maior mercado da América Latina e a indústria de fundos brasileira está entre as dez maiores do mundo, com expansão contínua da base de investidores e produtos", disse. 

Doherty ainda reforçou: "Acreditamos firmemente que o mercado não só é essencial para financiar a economia real, mas também para viabilizar a economia verde”, disse.

Os executivos falaram, ainda, sobre a necessidade de disseminar informações sobre o tema. "Estamos na COP discutindo como a Anbima pode ajudar. Uma coisa que podemos fazer é traduzir, deixar a linguagem ESG mais fácil para todo mundo. Ajudar um private banker ou um familly officer a entender como um crédito de carbono ou como um projeto de reflorestamento funcionam", disse Fernanda Camargo (foto), diretora da Anbima.

Fernanda Camargo, mulher branca, de cabelos castanho escuro lisos na altura dos ombros. Veste uma blusa branca regata, um crachá azul e sorri para a câmera.

No Pavilhão Brasil, na Zona Verde, o foco da associação foi reforçar a importância da colaboração entre instituições públicas e privadas e da transparência na formação de preços de ativos sustentáveis. Cacá Takahashiafirmou que o pós-COP exige transformar discurso em prática, com instrumentos e governança capazes de converter compromissos em resultados econômicos e ambientais.

Parcerias, capacitação e agronegócio

A importância de parcerias para o avanço da agenda ESG foi destacada por Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação, em conversa sobre a COP30. "Neste ano, trabalhamos muito com outros atores do ecossistema de sustentabilidade, como Unep-FI, Gfanz e a própria The World Climate Foundation. Atuar em parceria é algo que faz parte da nossa nova estratégia de sustentabilidade, educação e inovação: buscar a força de agentes que podem trazer novas competências para tornar nossas estratégias mais eficientes, eficazes e assertivas na hora de lidar com questões sistêmicas", disse.

Essas parcerias ajudam a dar escala a ações de capacitação, por exemplo. Em evento promovido pelo Pacto GlobalLuiz Pires, gerente de Sustentabilidade e Inovação da Anbima, explicou que oferecer letramento sobre ESG para os players dos mercados financeiro e de capitais é essencial para que o capital privado seja direcionado de forma adequada para projetos verdadeiramente sustentáveis. Segundo ele, "levar o cheque da Faria Lima até projetos menores e locais, como encontramos aqui em Belém, demanda esforço e tempo, além de exigir que todos os agentes envolvidos nessa cadeia, inclusive os investidores, estejam alinhados com critérios claros de sustentabilidade, compreendam os riscos e oportunidades desses projetos e estejam dispostos a adaptar suas estratégias de investimento”.

Segundo ele, para que esse direcionamento adequado dos recursos financeiros aconteça, é necessário trabalhar dados de forma estruturada em todos os setores - inclusive no agronegócio. Em debate na Casa do Seguro, a Anbima destacou que a adoção de práticas sustentáveis no agro exige tempo, escala e recursos financeiros estruturados — e o mercado de capitais deve se consolidar como um dos principais motores dessa virada.