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Boletim de Fusões e Aquisições

Negócios com fusões e aquisições avançam 28,0% em 2018

 

Os anúncios de fusões e aquisições em 2018, envolvendo aquisições de controle, incorporações e vendas de participações minoritárias, totalizaram R$ 177,2 bilhões, uma elevação de 28,0 % em relação ao ano passado. Houve, porém, redução no número de negócios, já que este volume correspondeu a 140 anúncios contra 143 ocorridos em 2017.

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O segmento manteve-se concentrado em poucos setores em termos de volumes financeiros. Apenas três segmentos representaram 49,5% do total. O setor de papel e celulose correspondeu por 26,9% dos recursos, seguido de Energia Elétrica (11,6%) e TI e Telecomunicações (11,0%). Mesmo estes setores se caracterizaram pela concentração em poucas operações. Papel e celulose, o segmento de maior volume, foi resultado de duas operações.  Os três setores líderes em volume representaram 22,1% do total de número de operações no ano.   

As características básicas do perfil das operações de fusões e aquisições mantiveram-se ao longo de 2018. A participação dos private equities nessas operações mostrou-se estável   no período - 14,3% contra 14,7% em 2017-  correspondendo a 20 operações contra 21 de 2017. Vale ressaltar, entretanto, que o volume de desinvestimento foi superior ao do investimento - R$ 6,7 bilhões contra R$ 3,7 bilhões, invertendo a tendência observada nos últimos anos. O pagamento em dinheiro continuou sendo o meio mais representativo na liquidação das operações com 82,2% do total (79,2% no ano passado), seguido da assunção de dívidas com 14,3%.  O pagamento com ações, que já representou cerca de 35% do total há cinco anos atrás, atualmente corresponde à apenas 3,5%.   

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A aquisição de empresas estrangeiras comprando de brasileiras manteve-se preponderante dentro do perfil de negócios do segmento, representando 53,0% do volume total, contra 46,0% de 2017. Um indicador que chamou a atenção foi a redução dessas operações envolvendo empresas asiáticas – caiu de 23,2% em 2017 para 5,4% em 2018- explicada pela menor participação nos negócios das empresas chinesas.