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Boletim de Mercado de Capitais

Mercado de capitais em outubro registra captação de R$ 35,3 bilhões e alcança R$ 275,1 bilhões no ano

As emissões do mercado de capitais registraram, em outubro, captação de R$ 35,3 bilhões, segunda maior do ano, retratando aumento de 43,7% em relação ao registrado em setembro. No ano, o volume emitido foi de R$ 275,1 bilhões, 18,51% abaixo do verificado no mesmo período do ano anterior. As ofertas que estão em andamento e em análise registram volumes esperados até o momento de R$ 17,6 bilhões e R$ 10,8 bilhões, respectivamente, desconsiderando neste último o volume das ofertas de ações.

As operações de renda variável registraram R$ 19,1 bilhões no período, representando 54,19% do total captado no mês, com destaque para a parcela de 37,62% atribuída às ofertas subsequentes (follow-ons), quase três vezes acima do volume de setembro, representando uma subida de 88,88% em relação ao mesmo período de 2019. A representatividade do volume dos IPOs em outubro (ofertas iniciais) foi de 16,58%, a maior do ano em termos absolutos (R$ 5,8 bilhões), contra 14,2% do mês anterior, mostrando o bom momento vivido pelas ações no ano como fonte de captação de recursos para as empresas, com um total de 16 companhias abrindo o capital no período, além de cinco com ofertas precificadas mas não encerradas até o mês de outubro.OfertasAcoes.png

Em seguida, destacam-se as emissões de debêntures, que registraram um volume de R$ 10,2 bilhões, equivalente a 29,01% do total emitido no mês e 5,84% acima do registrado em setembro. Os intermediários e participantes ligados à oferta ficaram com a maior parte das debêntures distribuídas no ano, com 73,1% do volume, participação menor do que a apresentada no primeiro semestre. Já os fundos de investimento representaram 15,4%, enquanto no mesmo período do ano passado era de 54,6%. Além disso, o prazo médio de colocação, do início de 2020 até outubro, ficou em 6,3 anos, contra 5,8 anos no mesmo período do ano passado. A maior parte das destinações dos recursos foi para capital de giro (35,9%) e refinanciamento de passivo (23,4%).OfertasDebentures.png

Os títulos relativos à securitização – incluindo CRI, CRA e FIDC – exibiram volume emitido de R$ 2,4 bilhões, 56,23% abaixo de setembro. No ano, esses ativos representaram 18,03% do total emitido, contra uma parcela de 16,75% do mesmo período do ano anterior. Os fundos de investimentos imobiliários, possuidores de parte desses ativos, registraram um volume de R$ 3,1 bilhões, 29,57% acima do emitido em setembro. No ano, o montante emitido desses fundos foi de R$ 32,9 bilhões contra R$ 28 bilhões do mesmo período de 2019.

Em referência ao mercado externo, houve o retorno das emissões de renda variável, o que não ocorria desde fevereiro, com duas operações que representaram US$ 0,3 bilhão. Também aconteceram duas emissões de renda fixa no total de US$ 1,5 bilhão. O montante total de emissões externas (renda fixa e renda variável) exibiu US$ 23,5 bilhões em 2020.