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Boletim Renda Fixa

Ambiente de maior incerteza impacta todos os vencimentos de longo prazo do IMA

Os títulos de longo prazo que compõem o IMA, índice da ANBIMA que reflete a carteira dos títulos públicos em mercado, foram os que registraram a maior perda no mês, com resultado negativo em todas as maturidades que compõem as carteiras de maior duration.

O IRFM 1+, carteira com NTN-Fs e LTNs de mais de um ano de vencimento, desvalorizou 1,45% no período, acumulando perda de 4,77% em 2021. Em seguida, o IMA B5+, refletindo as NTN-Bs com mais de cinco anos de vencimento, recuou 1,17%, intensificando sua perda no ano para 5,10%. O agravamento da pandemia de Covid-19 e suas consequências na atividade econômica e nas contas públicas, sobretudo em um contexto de aumento da inflação, fizeram piorar as expectativas de longo prazo dos investidores, o que se refletiu na abertura das taxas de NTN-B e especialmente de NTN-Fs. Um indicativo disso foram as taxas de colocação em março das NTN-Fs com vencimentos em janeiro 2027, 2029 e 2031, nas quais todos esses papéis foram vendidos com prêmios maiores em relação aos leilões de meses anteriores.IMA.PNG

Com relação ao IRF-M 1, subíndice representante dos títulos pré-fixados de até um ano de vencimento, houve variação de 0,04% e 0,13%, mês e ano, respectivamente. O IMA B5, formado por títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de até cinco anos de vencimento, apresentou 0,34% de rentabilidade mensal e perda de 0,15% no ano. A carteira das LFTs em mercado, refletida no IMA-S, encerrou março com rendimento de 0,17%.

O Índice de Debêntures ANBIMA (IDA), que retrata o comportamento da dívida corporativa, mostrou que todos os seus subíndices apresentaram variação mensal positiva, destacando as duas carteiras de menor duração, IDA-IPCA ex-Infraestrutura (2,2 anos) e IDA-DI (2,3 anos), com rentabilidades de 0,92% e 0,63% no período e 1,27% e 1,52% em 2021, nesta ordem. Em contraste, o IDA-IPCA Infraestrutura, subíndice de maior duração (4,8 anos), vem apresentando a pior performance da família IDA, no mês ou no ano, com variações de 0,37% e -0,46%, respectivamente.IDA.PNG