Carteiras de prazos mais longos registram as melhores performances de 2023
Em dezembro, o IMA Geral, que reflete a carteira de títulos públicos marcados a mercado, registrou retorno de 1,63 % e rentabilidade acumulada de 14,80% no ano. A carteira de maior duration, o IMA-B5+, que reflete as NTN-Bs acima de cinco anos, avançou 3,94% em dezembro, acumulando no ano variação de 19,28%, o melhor desempenho dos subíndices do IMA em 2023. As carteiras do IMA-B-5, NTN-Bs com prazo até cinco anos, avançaram 1,46% e variação acumulada de 12,13% em 2023.
Em relação aos prefixados acima de um ano, refletidos no IRF-M 1+, houve um avanço de 1,73%, em dezembro o que elevou o ganho acumulado para 18,52%, o segundo melhor desempenho anual entre os índices do IMA. Nas carteiras mais curtas, o IMA-S, que reflete as LFTs em mercado com duration de um dia, e o IRFM-1, prefixados até um ano, apresentaram as piores performances mensais, com retornos de 0,92% e 0,91%, respectivamente.

A performance positiva dos índices de prazos de maior duration refletiu a queda dos vértices de prazos mais longos da curva de juros no decorrer do ano, ainda que esta trajetória tenha sofrido reversões importantes no período. Em janeiro, o mercado foi afetado pelo evento de crédito, porém a aprovação do marco regulatório permitiu que as taxas longas caíssem entre março até meados de agosto. A partir de então, as dúvidas em relação ao quadro fiscal doméstico e a queda da inflação adicionado aos aumentos dos juros norte-americanos fizeram a curva longa voltar a se elevar até o final de outubro, melhorando o custo de oportunidade nas aplicações de curto prazo.
A recuperação dos índices de prazos mais longos a partir de novembro refletiu a melhora das expectativas para o cenário econômico. Somente no último bimestre o IMA-B5+ subiu 7,47 %. Contribuiu para isso os resultados da economia norte americana que registraram queda de inflação e menor risco de recessão, o que fez aumentar a possibilidade de os juros começarem a cair no primeiro semestre de 2023. No campo doméstico, o processo de desinflação continua, com as expectativas de curto prazo ancoradas e a projeção dos juros indo para um dígito no final de 2024.
Em relação aos títulos corporativos, da mesma forma como no IMA, a melhor performance entre os subíndices foi da carteira de maior duration. O IDA IPCA infraestrutura registrou a maior rentabilidade mensal, 2,45%, e acumulou no ano desempenho de 15,81%, o maior da família IDA. O IDA IPCA ex- Infraestrutura avançou 2,32% em dezembro, mas ainda acumula perda em função do evento das Americanas no início de 2023. Já o IDA-DI, composto por debêntures indexadas à taxa diária DI, valorizou 0,98% e 12,71% no mês e no ano, respectivamente. Por fim, o IDA Geral, que reflete a carteira das debêntures marcadas a mercado, avançou 1,57% em dezembro, com rentabilidade acumulada de 12,18% no ano.
