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Inflação mais alta impacta títulos prefixados

O destaque em outubro foi o impacto do resultado do IPCA-15 (0,94%) sobre a trajetória dos títulos públicos em mercado, sobretudo nos prefixados, diante do aumento do risco inflacionário no curto e médio prazo. Somente entre o dia 23, quando foi anunciada a inflação, e 31 de outubro, o IRFM-1+, carteira com títulos prefixados com mais de um ano de vencimento, apresentou perda de 0,58%, o que contribuiu para o recuo de 0,61% no mês neste índice, acumulando retorno de 4,76% no ano. Existem dúvidas, entretanto, quanto ao aumento da inflação ser temporário ou poder se estender para os próximos meses. A projeção do grupo Macroeconômico da ANBIMA indica que o IPCA para outubro deve fechar em 0,81% (que, se confirmado, será a maior inflação mensal do ano) e em 0,38% para novembro.IRFM1_.PNG

Entre os índices indexados ao IPCA, o IMA-B5, composto por títulos de até cinco anos de vencimento, rentabilizou 0,20% e 4,72%, mês e ano, respectivamente. Em referência ao IMA-B5+, constituído por títulos indexados ao índice de preços ao consumidor amplo acima de cinco anos, o subíndice exibiu desempenho no mês de 0,22%, enquanto no ano, até outubro, sinaliza perdas de 4,35%.

Vale destacar a recuperação da carteira das LFTs em mercado, refletida no IMA-S, que saiu de queda de 0,27% em setembro para variação positiva de 0,13% em outubro. Nos prefixados até um ano, expressos pela trajetória do IRF-M1, a rentabilidade foi de 0,16%, acumulando no ano 3,29%.LFTs.PNG

Em relação aos títulos corporativos, o IDA-IPCA Infraestrutura, subíndice com a maior duration (4,7 anos), exibiu no mês e no ano, 0,95% e 4,98%, nesta ordem. Por sua vez, o IDA-IPCA ex-infraestrutura performou 0,68% e 3,86% no mesmo período. Por último, o IDA-DI rentabilizou 0,31% e 1,24%, mês e ano, na devida ordem.