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Prêmio ANBIMA aponta que estudantes estão na direção correta

Premiação contempla pré-projetos e proporciona respaldo financeiro para estudantes

Os motivos que levam estudantes de mestrado e doutorado a inscreverem seus projetos de teses para concorrer ao Prêmio ANBIMA variam, mas têm em comum o reconhecimento, o suporte financeiro e a indicação de que a pesquisa está indo na direção certa.

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“Um dos elementos centrais do prêmio é seu caráter financeiro, mas ele também significa prestígio e mostra que o aluno está com a cabeça estruturada”, aponta o orientador da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro Caio Ibsen de Almeida, que teve quatro orientandos ganhadores da premiação: Rafael Moura Azevedo, Kym Marcel Martins Ardison, Fernando Ferreira da Luz Barbosa e Gustavo Bulhões Carvalho da Paz Freire. “Todos os alunos que ganharam eram excepcionais”, diz o professor que atualmente está nos Estados Unidos, na Universidade de Princeton. 

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Também orientador de alunos vencedores, Rodrigo de Losso da Silveira Bueno, da USP, destaca que ganhar o Prêmio ANBIMA é um marco importante para os alunos e relevante ao longo da vida, além de uma sinalização para o mercado da capacidade do aluno. Para Almeida, da FGV-RJ, o êxito dos alunos ao receber o prêmio significa um reconhecimento para o orientador também.

“É a indicação de que aluno tinha alta capacidade para fazer o trabalho, lembrando que é o julgamento de um pré-projeto e que o comitê não tem como saber com precisão. É prestígio para o orientador”, diz.

“O prêmio identifica gente boa e ele dá o respaldo econômico que alguns usam para fazer ‘um sanduíche’”, completa Almeida. Fazer um mestrado ou doutorado sanduíche significa cursar parte dele em universidade no exterior.

Gustavo Freire foi um deles. Em 2017, entrou no doutorado em economia na FGV-RJ e, no ano seguinte, inscreveu-se no Prêmio ANBIMA. “Eu estava no segundo ano de doutorado e pela metade do ano pedi para o professor Caio Almeida me orientar e ele aceitou. Comecei a fazer a leitura das literaturas e a pensar em ideias de pesquisas. No segundo semestre de 2018, colegas de doutorado me indicaram o prêmio. A partir das ideias que eu tinha, escrevi o projeto de pesquisa para enviar para o prêmio. Mandei e tive meu trabalho premiado”, conta Freire, vencedor com o projeto “Modelos de Fatores, Machine Learning e o Cross-Section de Retornos”.

Para Freire, inscrever-se no prêmio o ajudou a estruturar o projeto, organizando e formalizando as ideias. Ele defendeu a tese em dezembro de 2020. “Além do reconhecimento, o prêmio me deu confiança para evoluir com a pesquisa. Financeiramente também foi bem importante. Primeiro porque a bolsa de doutorado, a Capes, não é muito grande e o prêmio foi um complemento bem favorável. Para mim, foi importante, porque fiz um ano de doutorado sanduíche na Universidade de Princeton, pagando tudo em dólar. A ajuda financeira do Prêmio ANBIMA foi essencial para financiar a ida para os EUA”, relata.

A chancela do prêmio é, em diversos casos, o reconhecimento que os alunos precisam para ter mais confiança em seguir com a pesquisa. É, segundo eles, uma bússola apontando que estão no caminho certo. Fábio Saia Cereda ressalta como ponto positivo do fato da premiação ser para o projeto e não para a dissertação. Ele ganhou em 2018 com o projeto “Impacto de Benchmarks no Mercado de Balcão Brasileiro”, cursando mestrado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade na Universidade de São Paulo (USP).

Cereda ingressou no mestrado com objetivo de aprender a fazer pesquisa e a premiação foi a motivação necessária para seguir.

“No processo de pesquisa, o reconhecimento só vem depois que você defende a tese. Por isso que o Prêmio ANBIMA é legal, porque acredita no projeto”, assinala.

Para ele, mais importante que a parte financeira, foi a motivação que o prêmio lhe rendeu e o reconhecimento do mercado. “Tive mais uma razão para acreditar que o tema tinha relevância. Receber essa validação externa é legal. E isso caminha junto com o prêmio em dinheiro, que praticamente dobra a bolsa durante um ano”, diz. A dissertação de Cereda evoluiu para um artigo publicado no ‘Journal of Financial Economics’. Atualmente, ele trabalha no Banco Mundial para área de pobreza e desigualdade.

O então estudante conheceu a premiação por meio do Nefin — Núcleo de Pesquisa em Economia Financeira, grupo ao qual se juntou com objetivo de pesquisar finanças. Assim como Cereda, Francisco do Nascimento Pitthan também conheceu a premiação por meio do Nefin.

Integrantes do núcleo que haviam ganhado o prêmio recomendaram a inscrição. “Foi muito bom escrever o projeto, porque isso ajuda a segmentar mais o que vai pesquisar depois”, diz Pitthan. Pouco antes de mandar o projeto, Pitthan havia sido aceito na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica

“No fim, recebi diplomas das duas universidades: USP e Louvain. O prêmio me ajudou muito financeiramente”, conta o ganhador do ano de 2016 com o projeto de mestrado “Como o efeito-disposição pode explicar momentum: a relação entre viés de comportamento de investimento e movimentos do mercado brasileiro”, pela Universidade de São Paulo.

Após a conclusão do mestrado, Pitthan trabalhou como consultor em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Chile. No ano passado, voltou à academia e está, novamente, na Bélgica — agora cursando doutorado na Universidade Católica de Leuven. Para Pitthan, o suporte financeiro e o reconhecimento são os principais motivadores para o prêmio. “A bolsa me ajudou a me manter na Bélgica e teve o reconhecimento da qualidade da pesquisa.”, resume.

Importante elo

Ainda que, no Brasil, o nível de integração entre universidades e a esfera privada não exista tão fortemente e estruturado como nos Estados Unidos ou alguns países da Europa, Caio Almeida disse acreditar ser uma questão de criação de hábito para que isso se fortaleça aqui. “Nos EUA, é hábito para empresas irem às escolas; elas querem e buscam essas interações. O Prêmio ANBIMA ajudou o desenvolvimento disso no Brasil nos últimos 15, 20 anos; e tem sido um estímulo para integrar o mercado e a academia”, diz.

Segundo o orientador, a ANBIMA vem contribuindo para aproximar academia e indústria; e hoje já existem exemplos de projetos integrados, com empresas contratando pessoas da academia para prestar consultoria e dar apontamentos para determinado mercado.

Gustavo Freire diz enxergar a área de mercado de capitais mais ativa no Brasil. “Tenho certeza de que um prêmio como esse atrai mais pessoas a estarem interessadas a trabalhar na área e a submeterem trabalho. É um fomento importante para uma área que está bem ativa no Brasil”, resume. Freire seguiu a carreira academia e iniciou um pós-doutorado na FGV de São Paulo para dar seguimento à pesquisa que iniciou.

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