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Títulos de crédito privado têm valorização em setembro com alta dos juros

IDA-Geral, índice que acompanha a performance das debêntures em mercado, teve retorno de 0,61% no mês e acumula variação de 4,42% no ano

Os títulos de crédito privado apresentaram valorização em setembro, refletindo o aumento da atratividade dos investimentos de renda fixa diante do ciclo de alta dos juros. O IDA-Geral, índice que acompanha o desempenho das debêntures em mercado, teve retorno de 0,61% no mês e acumula rendimento de 4,42% no ano.

Tanto os papéis atrelados ao DI, com vencimentos de curto prazo, quanto os indexados à inflação tiveram performances positivas em setembro. O subíndice IDA-DI registrou valorização mensal de 0,73% e anual de 5,29%. A variação da carteira no ano está cerca de três pontos percentuais acima da taxa DI diária do período, que é referência para as aplicações mais conservadoras. O IDA-IPCA ex-Infraestrutura, que acompanha as debêntures sem benefício fiscal, alcançou rentabilidade de 0,67% no mês e acumula 5,47% no ano, o melhor desempenho entre os demais indicadores do IDA.

O IMA-Geral, que consolida o retorno médio dos títulos públicos, teve resultado estável em setembro (-0,01%), permanecendo com variação negativa em 2021 (-0,38%). As maiores valorizações do mês vieram dos papéis com prazos de vencimentos mais curtos: o IMA-B5, que mostra o comportamento dos papéis indexados à inflação de até cinco anos, apresentou rendimento de 1% no período e de 2,48% em 2021. O IRF-M1, que retrata os prefixados de até um ano, também registrou variações positivas no mês e no ano, de 0,4% e de 1,78%, respectivamente. Já o IMA-S, que acompanha os papéis atrelados à Selic, valorizou 0,49% em setembro e mantém o maior retorno dos títulos públicos neste ano, com 2,63%.

O subíndice IMA-B5+, cuja carteira reflete os títulos com vencimentos acima de cinco anos, desvalorizou 1,26% no mês, o que ampliou sua queda no ano para 6,63%. O IRF-M1+, que acompanha os prefixados com prazos maiores do que um ano, também recuou 0,73%, com a perda anual chegando a 5,87%. “Com as incertezas do mercado e dos investidores em relação às performances dos indicadores macroeconômicos, acabam sendo afetadas as rentabilidades de papéis como esses, que estão muito relacionadas às percepções de risco de longo prazo”, afirma Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices.

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