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ANBIMA: projeção da Selic cai para 4,5%

A inflação mais alta e a desvalorização do real não devem mudar a decisão do Banco Central de reduzir a Selic. De acordo com o Grupo Consultivo Macroeconômico da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), é prevista a queda de 0,5% na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central), que termina amanhã, passando dos atuais 5% para 4,5% - a menor taxa histórica do Brasil. Para o ano que vem, os economistas acreditam em outra queda, chegando a 4,25% ao final de 2020.

 “A expectativa de corte da Selic para 4,5% é consensual entre os membros do comitê. Olhando para a frente, entretanto, houve alterações importantes na inflação de curto prazo e no movimento da taxa de câmbio desde a última reunião do Copom. Por isso, apesar de prevermos um corte adicional em fevereiro de 2020, o cenário tornou-se mais incerto e o Copom ficará ainda mais dependente dos dados para decidir se estende o corte de juros ou se interrompe a queda em 4,5%”, explica Fernando Honorato, coordenador do Grupo Consultivo Macroeconômico.

Com relação à atividade econômica, o grupo da ANBIMA revisou para cima a estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano, passando de 0,9% para 1,20%. Para 2020, a expectativa é de um ambiente mais favorável ao crescimento. Os economistas revisaram o PIB de 2,0% para 2,33%. Para Honorato, entretanto, a inflação não deve ser uma preocupação para o próximo ano. “Não há nenhuma previsão de inflação acima do centro da meta para 2020”, disse.

Câmbio

O Grupo Consultivo Macroeconômico elevou a projeção do câmbio no fim deste ano de R$ 4,00 (apontado no relatório anterior) para R$ 4,15. O resultado, caso concretizado, equivalerá a desvalorização de 7,1% da moeda brasileira frente ao dólar em 2020.

Confira o relatório completo

Sobre o Grupo Consultivo Macroeconômico
O Grupo Consultivo Macroeconômico da ANBIMA (nova denominação para o Comitê de Acompanhamento Macroeconômico) é composto por 24 economistas de instituições associadas. Eles se reúnem a cada 45 dias, em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central), para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.