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  • A Anbima é muito mais do que uma associação: é a casa do mercado de capitais brasileiro, o ponto de encontro onde conhecimento, governança e inovação se conectam para fortalecer e impulsionar o desenvolvimento do setor. Representamos um ecossistema diverso e estratégico — formado por cerca de 1.200 bancos, corretoras, consultorias, gestoras de recursos e distribuidoras — comprometido com a evolução contínua dos mercados financeiro e de capitais do Brasil.

    Trabalhamos incansavelmente para defender os interesses do setor perante o poder público e entidades privadas, garantindo que o ambiente de negócios seja cada vez mais transparente, eficiente e competitivo. Nosso papel é construir pontes, promover diálogo e antecipar tendências que moldam os rumos do setor.

    Por meio da autorregulação voluntária, elevamos o padrão das práticas e fortalecemos a confiança entre todos os participantes. Assim como a regulação tradicional, nossa autorregulação evolui à medida que o mercado se transforma: adaptamos regras, revisamos processos e desenvolvemos mecanismos capazes de acompanhar o dinamismo — e, muitas vezes, a complexidade — dos investimentos.

    A Anbima não está alheia aos desafios recentes vividos pelo mercado de capitais. Temos conduzido um plano de trabalho robusto e estratégico, que combina regulação, autorregulação e inteligência de mercado para gerar impacto real. Nossa atuação está organizada em duas grandes frentes: agentes de mercado e os produtos de investimento.

    O resultado desse esforço? Um mercado mais sólido e mais preparado para crescer, com regras modernas, processos mais seguros e uma jornada de investimentos construída com responsabilidade e foco no investidor. Confira abaixo as ações:
  • Agentes de mercado

    É essencial olharmos para os novos arranjos de mercado. Atualmente, um gestor pode, por exemplo, comercializar seu próprio fundo – o que não acontecia no passado. Novos modelos de negócios como esse são bem-vindos, mas impõem novos tratamentos regulatórios. Por conta disso, mapeamos os conflitos de interesse e as questões de governança, que servirão de base para nosso diálogo com a CVM, uma vez que o tema entrou na agenda regulatória de 2026. Paralelamente, vamos avançar com exigências via autorregulação de modo a anteciparmos esse debate e testarmos eventuais mudanças com o mercado.

    A supervisão e o enforcement são pilares fundamentais para a integridade da indústria. Nesse contexto, estudamos melhorias no nosso Código de Processos, documento que estabelece como conduzimos investigações e processos por descumprimento dos nossos códigos de autorregulação, buscando mais agilidade e transparência. 

    Também tocamos ações com foco no investidor, que é um player-chave no ecossistema do mercado de capitais. Uma delas foi deixar mais claro na nossa autorregulação que o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e o FGCCoop (Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito) não devem ser usados na oferta de produtos como argumento de venda. Na mesma linha, atualizaremos a autorregulação que trata da comercialização de produtos de investimento, com foco no melhor interesse do investidor. O objetivo é deixar mais claro que recomendações devem priorizar o que é mais adequado ao cliente, sem influência de motivações financeiras dos agentes de distribuição.

    Estão em discussão, ainda, regras para aprimorar o papel de diligência do distribuidor no processo de identificação, qualificação e acompanhamento dos clientes, conhecido como KYC (Know Your Client), com foco em prevenção a práticas ilícitas. A ideia é incluir uma padronização com critérios mínimos e abordagem baseada em risco que assegure a compreensão do perfil de cada cliente e traduza o nível de risco associado a ele.

    Ainda no contexto dos investidores, desenvolvemos ações e campanhas educativas voltadas à disseminação dos fundos de investimento, como a mais recente: “No Fundo Você Pode”. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o produto e evidenciar todo o arcabouço que o sustenta, como regulação, transparência e governança.

    Os stakeholders de Brasília são outro relevante player da indústria. Estamos estreitando nossos relacionamentos na capital federal para ampliar o conhecimento dos três Poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo) sobre o mercado de capitais e sua importância para a economia e o crescimento do Brasil. Quanto maior o conhecimento deles sobre o setor, melhores condições terão para tomar decisões que envolvem o mercado.

  • Produtos de investimento 

    No campo dos produtos, atuamos no fortalecimento do dever de diligência. Uma das iniciativas nessa direção é a atualização da autorregulação dos fundos estruturados e das ofertas públicas de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio). A proposta é reforçar os controles de verificação de lastro e de origem na aquisição de ativos por esses produtos, de forma a reduzir o risco de fraudes em papéis diretamente relacionados à economia real.

    De forma complementar, a iniciativa contempla a padronização dos fluxos de troca de informações entre os agentes envolvidos nessas operações, como consultores de crédito, agentes fiduciários, securitizadoras e gestoras, com o objetivo de ampliar a efetividade da fiscalização.

    Nesse contexto de fortalecimento da transparência e do intercâmbio de dados, outra novidade é que, em interações da Anbima com a Receita, o órgão demonstrou interesse em receber a lista de todos os cotistas e suas posições que as instituições já enviam mensalmente para o Banco Central. Estamos aguardando a disponibilização do layout para troca de arquivos, o que deve ocorrer em breve.

    O crescimento do volume de crédito privado nas carteiras dos fundos tem suscitado questionamentos sobre a sustentabilidade desse movimento. Nesse contexto, apresentamos ao Banco Central um estudo que demonstra, com base em dados e no atual aparato arcabouço regulatório e autorregulatório, a liquidez e a resiliência da indústria de fundos diante de eventuais riscos sistêmicos.

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