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Boletim de Fundos de Investimentos

Classe ações mantém captação positiva pelo nono mês consecutivo

A indústria de fundos encerrou o primeiro semestre de 2019 com patrimônio líquido de R$ 5 trilhões, 15,4% acima do patrimônio de junho de 2018. No acumulado do ano, foi registrada captação líquida de R$ 130,8 bilhões, contra R$ 45,6 bilhões do mesmo período do ano anterior. Em junho, o resultado da captação foi positivo em R$ 25,9 bilhões.

A maior entrada de recursos no semestre, excluindo FIDC*, foi na classe ações, com entrada líquida de R$ 23,5 bilhões. Vale destacar que junho, pela captação de R$ 3,5 bilhões, foi o nono mês consecutivo de entrada líquida de recursos, algo que não ocorria desde 2013. O bom momento reflete o ambiente de juros baixos, que reduziu o custo de oportunidade para os investidores apostarem em ativos de renda variável.

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Ainda que a classe multimercados tenha registrado captação líquida de recursos de R$ 2,4 bilhões em junho, após dois meses de resgates, no ano, essa classe acumula captação de R$ 17,6 bilhões, resultado inferior àquele observado no primeiro semestre de 2018, de R$ 33,8 bilhões.

A classe previdência encerrou o semestre na segunda posição, com captação líquida de R$ 15,3 bilhões, enquanto no mês foi captado R$ 3,8 bilhões. Já na classe renda fixa, as captações foram de R$ 13,4 bilhões e R$ 5,4 bilhões, no semestre e em junho, respectivamente.

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A confiança dos agentes econômicos em relação à reforma da previdência e à confirmação das apostas de redução na taxa Selic ainda este ano impulsionaram a rentabilidade dos ativos, em especial os de renda fixa de longo prazo e os de renda variável. Os tipos renda fixa duração alta soberano e grau de investimento, focados em ativos de longo prazo, avançaram 2,63% e 1,32% no mês, respectivamente. O tipo long and short direcional apresentou o maior ganho em junho na classe multimercados, com variação de 2,13%. Em ações, a maioria dos tipos apresentou o melhor resultado nos últimos meses, destacando a rentabilidade dos tipos índice ativo e livre, de 5,83% e 4,54%, respectivamente.

*A classe FIDC apresentou a maior captação no semestre, R$ 54,1 bilhões, mas foi concentrada em um único fundo que investe em setores específicos da economia, não refletindo um movimento estrutural da classe.