Títulos públicos de prazos mais curtos se beneficiam de cenário de incerteza
Os títulos públicos de prazos mais curtos tiveram um bom desempenho no mês de setembro. De acordo com o Boletim de Renda Fixa da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os índices IRF-M1 (aponta a variação dos prefixados com prazo até um ano), o IRF-M1+ (representa os títulos prefixados de prazo acima de um ano) e o IMA-B5 (expressa a carteira das NTN-Bs até cinco anos) avançaram 0,61%, 1,57% e 0,89%, respectivamente. O IMA-S, que acompanha os resultados da LFTs, ou seja, apresenta o menor risco entre os índices de curto prazo, obteve 0,47% de alta.
“Com a chegada da eleição presidencial e o cenário econômico ainda indefinido, os investidores foram mais cautelosos na hora de aplicarem seus recursos. Eles privilegiaram os títulos de curto prazo por conta da alta volatilidade que presenciamos. Esse movimento foi refletido nos preços dos títulos públicos de menor prazo, que se beneficiaram do momento de incerteza”, explica Hilton Notini, gerente de Preços e Índices da ANBIMA.
As rentabilidades dos títulos públicos de prazo mais longo, entretanto, recuaram. O IMA-B5+, que expressa a carteira das NTN-Bs acima de cinco anos, caiu 1,03%. Isso porque esse subíndice reflete as expectativas para o cenário econômico no longo prazo, o que, diante das incertezas da conjuntura atual, aumenta a percepção de risco dos investidores.
Títulos corporativos
Todos os subíndices que fazem parte do IDA (Índice de Debêntures ANBIMA), que reflete a performance dos títulos corporativos em mercado, tiveram rentabilidades positivas. O destaque ficou com o IDA-IPCA ex-Infraestrutura, composto pelas debêntures que não possuem isenção de imposto de renda, com alta de 1,31% no mês. Na sequência, aparece o IDA-IPCA Infraestrutura, que representa o conjunto de debêntures com incentivo fiscal (emitidas pela Lei 12.431), com variação de 1,02%.
Confira o boletim completo.